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Seminário Rede Cegonha: Melhorando o Pré-natal Como Garantia de Qualidade no Parto e Nascimento

25/08/2016 19:48

Começou nesta quinta-feira (25), o Seminário da Rede Cegonha, no auditório do Complexo de Saúde, em Vitória da Conquista. No primeiro dia, 420 pessoas, compareceram ao evento, que se encerra amanhã (26) e tem como objetivo principal qualificar o processo do parto na atenção básica de saúde. O seminário é voltado para o público da área de saúde: enfermeiros, médicos, psicólogos, professores e alunos universitários.

Neste processo, o SUS pode se oferecer para estruturar e organizar a Atenção à Saúde Materno-Infantil através da Estratégia da Rede Cegonha na Região de Saúde de Vitória da Conquista, oferecendo às pessoas que não têm condições de ter uma assistência diferenciada, maior qualidade e a busca de resultados positivos.

Vitória da Conquista e as cidades da região têm um diferencial, estão conseguindo desenvolver gestões municipais destacando o trabalho das apoiadoras da atenção básica, que estruturam o evento.

O trabalho continuado foi um dos pontos levantados na mesa de abertura, de acordo com a psicóloga Edma Frói, é preciso que a atenção ao pré-natal se entenda para além do currículo acadêmico da área de saúde, reconstruindo significados para que tornem-se profissionais sensíveis ao trajeto da gestação

A Rede Cegonha, que foi instituída em 2011, é uma estratégia que consiste em uma rede de cuidados que visam assegurar à mulher o direito a um planejamento reprodutivo e atenção humanizada à gravidez e ao parto, e a criança o direito ao nascimento seguro e ao desenvolvimento saudável.

Dentre os princípios da Rede Cegonha destacam: respeito, proteção e realização dos direitos humanos, o respeito à diversidade cultural e promoção da equidade. Tendo como objetivos estruturar a atenção Materno-Infantil, fomentar a implementação do novo modelo de atenção à saúde da mulher, da criança e seu desenvolvimento, reduzindo, assim, a mortalidade Materno-Infantil e enfatizando os componentes do pré-natal .

Para o sanitarista Manuel Henrique Miranda a Rede Cegonha e muito mais do que uma política de saúde, ela tem se tornado ao longo da sua história na Bahia um movimento político supra partidário, de mudança concreta, na forma como se trabalha na saúde com o cuidado de mulheres e crianças. Tem mobilizado trabalhadores da área e questionado verdades que ainda são permanentes no cotidiano dos serviços, e mostrado que a prática tem que estar constantemente atualizada.

Uma outra perspectiva que se trabalha, além da rede cegonha ser um movimento político que tem mobilizado as pessoas, ela também é um movimento de estruturação de serviços, construção de leitos de UTI e CI, qualificação de equipamentos de saúde para atender casos graves à gestantes de alto risco.

O evento tem sido informativo e inovador, apresentando assuntos que, apesar da importância, não recebem a real atenção, como: Boas Práticas de Assistência ao Parto e Nascimento a partir de Evidências e as diferenças entre Risco Habitual e Alto Risco e como devem ser feitas as interferências em cada caso.

O ato de assessoramento ao parto, é um ato profissional, onde todos os saberes são importantes para a assistência com qualidade, desde o pré-natal até o parto, é um evento que se repete mas não é o mesmo. O pré-natal vai além de uma simples consulta, é um atendimento com qualidade e acesso a todos os conhecimentos de diagnósticos e referência.

A Enfermeira obstetra Suzana Montenegro, palestrou sobre a Experiência do CPN Mansão do Caminho na Assistência ao Parto e Nascimento, salientando a importância do acompanhamento que as mães devem ter no período de gestação, o contato direto que deve ocorrer entre o bebê e a mãe. Montenegro trouxe fotos do CPN apresentando ao público uma alternativa saudável, humana e muito benéfica na hora do parto.

Além das informações teóricas, foi apresentada por um grupo de cirandeiras uma Dança Materna, em que duas mulheres trajando tecido “canguru” com seus filhos rentes aos seus corpos movimentavam-se ao som de uma música branda, no intuito de mostrar ao público o quanto essa ação pode aproximar a criança da mãe ou do pai, sendo comprovado que a dança com os bebês tem reduzido o número de mortalidade e rejeição infantil, e feito com que os pequenos ganhem peso e tenham mais qualidade de vida.

A Cirandeira e Psicóloga Marcela Aguiar concluiu “que a gente possa tirar daqui mais do que uma sensação, que possa ser diferente, que a gente possa mudar o mundo através da forma de nascer.”

Ascom/HGVC

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