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Alimentação inadequeda e sedentarismo respondem por 85% da obesidade

01/09/2016 17:06

Falta de amor próprio, preconceito, impossibilidades, doença, baixa auto-estima, rejeição, limitações. Essas palavras estão associadas à obesidade, como responderam pacientes atendidos no Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), na sessão de acolhimento com a equipe multidisciplinar do Núcleo de Obesidade, na manhã de hoje no auditório do Centro de Atenção à Saúde (CAS). Ao obter as respostas, a assistente social, Gláucia Loiola, mostrou que a proposta de transformação do nosso corpo tem que nascer dentro de cada pessoa, na busca do bem-estar e qualidade de vida.

E os números apresentados pela endocrinologista Regilene Batista sobre as causas da obesidade reforçam a importância da mudança de atitudes para o controle da doença: a ingestão de alimentos não saudáveis responde por 50%, seguido do sedentarismo, 35%; o fator genético participa com 5% e as questões hormonais, 10%. Mas a obesidade é doença crônica – tem controle e não tem cura – e segundo a endocrinologista, o controle não é um processo simples: comer menos e se exercitar, já que às vezes exige suporte psicológico, que no Cedeba integra a equipe multidisciplinar.

Segundo a endocrinologista, hoje é muito maior a oferta de alimentos calóricos e ricos em gordura, que se tornaram mais baratos. Essa mudança é reforçada – pontuou – com as comodidades que significam mais conforto e reforçam o sedentarismo. O pequeno gasto calórico diário é importante, como não usar escada rolante, saltar um ponto ônibus do trabalho e seguir a pé.

A endocrinologista explicou que quanto maior a obesidade, maior risco de hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares, que tem como principal indicador o IMC (Índice de Massa Corpórea), que é a relação peso/altura.Mas – explicou – duas pessoas com peso e altura iguais, ainda que tenham o mesmo IMC, não significa que as duas sejam gordas porque a massa magra (músculo) pesa mais que a gordura.

Por isso -explicou – muitas vezes quando se começa a fazer exercícios físicos mais intensos, o peso pode até aumentar. Mas essa constatação não deve desestimular, porque o mais importante é perceber a perda de medidas, e o olhar das pessoas que começa a notar o emagrecimento e a comentar:”você está mais magro”!!

No Cedeba, quando os pacientes chegam ao Núcleo de Obesidade, acreditam que o único caminho para o controle da obesidade é a cirurgia bariátrica. A equipe multidisciplinar trabalha, desde o acolhimento, mostrando os casos em que a cirurgia está indicada, os riscos e a necessidade de mudanças de comportamento para ter sucesso depois da cirurgia.

Na palestra de hoje, a nutricionista Lorenna Fracalossi mostrou que mastigar bem os alimentos, hábito importante para todas as pessoas, é imprescindível para quem se submete à cirurgia bariátrica. O paciente também deverá tomar suplementos vitamínicos para sempre. O sucesso passa pelo acompanhamento pós cirúrgico pela equipe multidisiciplinar, observou.

Os pacientes na acolhida ontem, também ouviram os ensinamentos da fisioterapeuta Lorena Arruda Guedes sobre a importância do exercício físico que deve ser entendido como medicamento. Antes da sua fala, ensinou aos pacientes exercícios de relaxamento e alongamento com aula prática, que animou os participantes.

A acolhida foi encerrada com a palestra da psicóloga Viviane Oliveira, que define a obesidade como uma doença crônica, com causas múltiplas e complexas. De acordo com a psicóloga, existem fatores genéticos, ambientais, comportamentais, culturais e emocionais, que contribuem para o aparecimento e manutenção da doença.

A.M.V. Mtb 694/Ba
Cedeba/Acolhimento

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