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Curso profissionalizante muda realidade de moradores do Nordeste de Amaralina

08/09/2016 21:11

Para quem vive em comunidades como o Nordeste de Amaralina, Chapada do Rio Vermelho e Santa Cruz, em Salvador, a profissionalização pode ser o diferencial entre uma vida com mais conforto ou com mais privações. Rosane da Silva Santos, 23 anos, moradora do Nordeste de Amaralina, participou do curso técnico em Saúde Bucal oferecido no bairro e agora trabalha como auxiliar de dentista em um consultório no Itaigara. Promovido pela Escola de Formação Técnica em Saúde Professor Jorge Novis, em parceria com as bases comunitárias de segurança das três regiões, o curso possui atualmente 27 alunos.

Na primeira turma, iniciada no ano passado, 28 pessoas concluíram a profissionalização, como Rosane. “Eu, antes do curso, trabalhava como ajudante de baiana, fazendo acarajé. A importância do ensino profissional para mim é grande. Foi uma oportunidade. Eu ia fazer um curso particular, mas vi o anúncio na TV, fiz a prova, passei, fiz o curso e hoje estou aqui, trabalhando na área”.

Começando a jornada já enfrentada por Rosane, Shirley Barreto, 38, mora na Chapada do Rio Vermelho, é casada e tem dois filhos. Segundo ela, o curso foi bem divulgado na comunidade pela Base Comunitária de Segurança (BCS). “Minha expectativa é complementar minha grade curricular e meus conhecimentos pessoais, além de poder ajudar financeiramente a minha família. Eu posso trabalhar na área, exercendo a função, pois há bastante oportunidade”.

Já Bruna Natália Pessoa Batista, 23, moradora de Santa Cruz, descobriu o curso nas redes sociais. “Participei do processo seletivo e hoje estou aqui. O que eu espero no final é uma possibilidade de emprego na área. Este é o objetivo. Estou gostando do curso, da dinâmica, das pessoas e dos professores. Está sendo bem legal”.

Transformação social

Para participar é preciso ter nível médio completo. Segundo a coordenadora do curso, Liane Araújo, muitos alunos chegam do mercado informal ou são donas de casa. Mas há quem já tem alguma qualificação e quer melhorar de condição. “São pessoas que chegam com bastante vontade, desejo de melhora na perspectiva de vida e o curso é uma oportunidade”.

Com carga horária de 1,5 mil horas, distribuídas em um ano e meio de aulas, o curso inclui discussões, conteúdo teórico, prático e estágio. A coordenadora acrescenta que a metodologia utilizada “faz com que o aluno tenha uma visão crítica. Nós aproveitamos muito a realidade desses estudantes, que refletem sobre o lugar onde vivem e começam a intervir na comunidade. Eles crescem pessoalmente, alcançam oportunidade profissional e ajudam na transformação do lugar onde vivem”.

Fonte: Secom

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