Notícias /

Cedeba educa pacientes sobre complicações do diabetes

14/09/2016 15:32

Os edemas (inchaço) no rosto, braços, mãos, pernas e pés, associados a forte cansaço e pele de cor amarelada deixaram, há dois anos, a doméstica Maria José das Virgens Santos, 65 anos , moradora da Fazenda Grande do Retiro , em Salvador, muito mal . O diagnóstico de insuficiência renal e a indicação para hemodiálise provocaram um grande susto. Diabética há 11 anos, até então não sabia que uma das complicações do diabetes é a doença renal.

Com o problema nos rins, passou a ser atendida no Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), onde participa do Grupo de Educação em Diabetes “Doce Conviver”, que “muito tem me ajudado a entender a doença”, observa. Maria José disse que faz tudo certinho porque “só ter me livrado da hemodiálise foi uma bênção”. Ela acredita que foi por falta de cuidados que teve a primeira complicação do diabetes. Muito jovem, a glicemia já era de 130, mas foi ao fazer uma cirurgia para retirada de um cisto que teve a confirmação do diabetes.

Campanha da SBD

O exemplo da paciente Maria José das Virgens Santos reforça a importância da Campanha Diabetes sem Complicações da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e que conta com o apoio do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

Com a campanha, que começou em São Paulo, veio a Salvador e segue para o Rio de Janeiro e Belo Horizonte, a SBD quer conscientizar a população sobre os riscos do diabetes para os rins e o coração. As ações na Estação Metrô do Campo da Pólvora terminam nesta quarta -feira, mas o painel gigante, com informações importantes sobre diabetes permanecerá na Estação durante um mês.

Conscientizar a população sobre os fatores de risco para diabetes é muito importante para o diagnóstico na fase inicial da doença, como destaca a diretora do Cedeba e vice-presidente da SBD, Reine Chaves Fonseca. É que a chance de complicação cresce com o tempo da doença,como acontece em geral com as doenças crônicas.

A paciente Maria São Pedro Lima, 66 ano, por exemplo,teve o diagnóstico de diabetes há seis anos. O emagrecimento rápido e continuado indicava que a saúde não estava bem. Foi encaminhada pelo clínico para o endocrinologista. Os exames indicaram, além de distúrbio na tireóide, diabetes e problema no coração. Ao ter o diagnóstico do diabetes, a glicemia era de 350.

“Vim para o Cedeba e estou muito contente porque aqui tenho endocrinologista, cardiologista, oftalmologista. No Grupo Doce Conviver, ela tem aprendido a lidar bem com o diabetes, cuidando da alimentação – abre a bolsa para retirar a maçã que trouxe para o lanche – e tomando a medicação na hora certa. Costureira aposentada, Maria José conta que como tem tempo disponível, cuida bem da alimentação, sem fugir do Plano Alimentar da nutricionista do Cedeba.

A.M.V. Mtb 694/Ba
Cedeba/educa

Notícias relacionadas