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Dia Mundial de Luta contra a Raiva foi comemorado ontem

29/09/2016 13:22

O transcurso ontem, 28 de setembro, do Dia Mundial da Raiva, também conhecido como Dia Mundial de Luta contra a Raiva, foi uma oportunidade de se alertar para o real impacto da zoonose nos seres humanos e animais, sensibilizando a população para a facilidade com que a doença pode ser prevenida e como eliminar suas principais causas. De acordo com o coordenador do Programa de Imunização da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), Ramon Saavedra, desde 2004 a Bahia não registra caso de raiva humana, mas entre 2010 a 2015, foram registrados 17 casos de raiva humana no Brasil, com maior ocorrência na região Nordeste (14 casos), transmitidas por agressões de cão, morcego, gato e macaco. Em 2016 não houve registro de caso de raiva humana, contudo 14.721 pessoas foram expostas ao vírus da raiva e receberam atendimento antirrábico nas unidades de saúde entre janeiro e junho.

A raiva é uma zoonose de etiologia viral, transmitida ao homem com letalidade de 100%. Estima-se que ocorram anualmente mais de 55 mil casos de raiva humana no mundo. O Brasil reduziu enormemente o número de casos humanos transmitidos por cães e gatos, devido às atividades de vigilância, controle e profilaxia adotadas sistematicamente.

Dia Mundial

O Dia Mundial da Raiva foi celebrado pela primeira vez em 2007, por iniciativa da Global Alliance for Rabies Control (Aliança para o Controle da Raiva), com apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS). A data é uma homenagem à Louis Pasteur, falecido neste dia, que desenvolveu a primeira vacina eficaz contra a raiva. No Brasil, o Programa Nacional de Profilaxia da Raiva foi instituído em 1973, como um dos programas prioritários da Política Nacional de Saúde, mediante convênio firmado entre o Ministério da Saúde, Ministério da Agricultura, Central de Medicamentos, Organização Pan-Americana de Saúde/OPAS e a Organização Mundial da Saúde/OMS, com o objetivo de promover no país atividades sistemáticas de combate à raiva humana, através do controle dessa zoonose nos animais, principalmente os domésticos, e profilaxia das pessoas que tenham sido agredidas por animais.

O programa tem como principais estratégias a campanha anual de vacinação animal e a vacinação de rotina. A Campanha de Vacinação Antirrábica Animal é a principal atividade na prevenção de casos humanos, bem como no controle da doença no seu ciclo urbano, e consiste na mobilização e vacinação em massa de cães e gatos, abrangendo o maior número de animais em curto período de tempo. A vacinação de rotina, por sua vez, deve ser disponibilizada durante todo o ano em livre demanda nos postos de saúde.

A transmissão da raiva humana ocorre através do contato com a saliva de animais portadores do vírus. A pessoa agredida por um animal com raiva que não receber o tratamento preventivo poderá adoecer e, uma vez estabelecidos os sintomas, a doença evolui para o óbito. “É importante a população estar consciente sobre a posse responsável de animais domésticos. Grande número de pessoas vítimas de agressões por cães são atacadas por animais que têm donos. É fundamental que a pessoa agredida procure atendimento médico, para receber vacina ou soro, pois a raiva humana depois de instalada é letal em 100% dos casos, explica Saavedra.

A.G. Mtb 696/Ba
Raiva/dia