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Diretora do Cedeba ressalta importância do tratamento holístico

07/10/2016 13:25

Os resultados alcançados com o ambulatório de Práticas Alternativas e Complementares – oferece reiki, massoterapia e reflexologia podal – que está completando um ano este mês, deixaram a diretora do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), Reine Chaves Fonseca, muito feliz. “Um trabalho lindo e de grande importância,” avaliou. O tratamento espiritual -analisou – unido ao físico é mais um diferencial de qualidade para o Cedeba. No tratamento de doenças crônicas – pontuou – o tratamento holístico é muito benéfico para o paciente.

A diretora do Cedeba participou, no inicio da tarde de ontem, do momento de comemoração do aniversário do ambulatório, quando a psicóloga do Cedeba, Pilar Dacal, apresentou os números. Passaram pelo ambulatório 170 pacientes. Foram 287 sessões de Reiki, 240 de reflexologia podal e 56 de massoterapia. Trabalho realizado pela equipe de seis profissionais do Cedeba e voluntários, que teve importante colaboração do Hospital das Clínicas, da Universidade Federal da Bahia.

Perfil

O questionário aplicado para avaliar o trabalho do ambulatório mostra que as mulheres lideram a busca dos serviços: 89%. O tempo médio dos pacientes no Cedeba é de sete anos. Quem mais buscou o ambulatório de Práticas Integrativas foram os pacientes com obesidade (55%), seguido por diabetes (26 %) e distúrbios da tireóide (19%). A satisfação dos usuários ficou bem clara no vídeo com depoimentos que ressaltam a redução do estresse, melhor qualidade do sono e alívio das dores.

A apresentação do vídeo, com depoimentos muito fortes, emocionou a equipe que apostou no sucesso do ambulatório. A coordenadora técnica do Cedeba, endocrinologista Flávia Resedá, que nas tardes de sexta-feira aplica Reiki nos pacientes, era a mais emocionada, ao agradecer o apoio da diretora do Cedeba para a implantação do ambulatório. Ela também agradeceu à equipe e aos voluntários.

Ancestralidade

O trabalho do Cedeba se insere na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do SUS, que ano passado completou uma década de experiência – foi criado em maio de 2006, pela Portaria 971.

A caminhada das Práticas Alternativas e Complementares do SUS foi analisada na palestra da enfermeira Maria Luísa de Castro Almeida, da área técnica da Sesab de Práticas Técnicas e Integrativas Complementares/Diretoria da Gestão do Cuidado. Ela observou que o PNIPC do SUS faz o resgate da ancestralidade e se enquadra no conceito ampliado de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Embora ao ser criado, o PNPIC só tivesse contemplado como práticas Alternativas e Complementares a Medicina Tradicional Chinesa, Medicina Antroposófica, Plantas Medicinais/Fitoterapia, Homeopatia e Crenoterapia, em vários estados e municípios vêm utilizando variadas práticas, de acordo com a cultura de cada local.

Quanto ao uso, embora tenham sido as práticas concebidas para a Atenção Básica, segundo a palestrante, cada vez mais estão sendo utilizadas em unidades hospitalares, inclusive para os pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva.

Na Bahia, até o final do ano deve ser definida a Política Estadual de Práticas Integrativas e Complmentares do SUS. A Comissão para a implantação da Política já foi instalada e a Política será analisada e votada pelo Conselho Estadual de Saúde e Comissão Intergestora Bipartite (CIB) .

A programação comemorativa será encerrada hoje à tarde, com práticas de Tai Chi Chuan e meditação para pacientes do Cedeba, a partir das 13 horas. Serão facilitadores o massoterapeuta na tradição ayurvedica, mestre em Reiki e instrutor de Ti Chi Chuan, Karun Naidu e Mária do Rosário Von Flach, médica com especialização m Cardiologia, Psicoterapia Somética e Familar Sistêmica.

A.M.V. Mtb 694/Ba
Cedeba/Holística

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