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Seminário promove debates sobre Doenças Crônicas não Transmissíveis

17/10/2016 11:48

Considerando a importância da troca de experiências como uma estratégia para implementação das ações de prevenção das doenças crônicas não transmissíveis, a Secretaria Estadual de Saúde, por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica/Coordenação de Doenças e Agravos não Transmissíveis (Codant), realiza de amanhã (18) até o dia 20, das 08h30 às 17 horas, no Grande Hotel da Barra, o Seminário das Doenças Crônicas não Transmissíveis: Promoção da Saúde e Vigilância do Óbito.

O evento integra a promoção da saúde, a vigilância das doenças crônicas não transmissíveis e a vigilância do óbito materno, mortalidade infantil e fetal, buscando o esforço cooperado para o enfrentamento destas questões e a melhoria nas etapas de investigação e análise dos óbitos e a qualidade das informações para este tipo de mortalidade no Estado.

Doenças não transmissíveis

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são enfermidades multifatoriais, que se desenvolvem durante a vida, envolvem grande período de latência e são de longa duração. No cenário atual, com transição epidemiológica, demográfica e nutricional, surgem como um dos principais problemas de saúde pública mundiais e um grande desafio para os gestores da saúde.

Atualmente as DCNT são a maior causa de morte no mundo, sendo responsáveis por 36 milhões de todas as mortes em 2008, o que corresponde a 63% do total de óbitos. No Brasil, 74% do total de óbitos aconteceram por DCNT em 2012, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Essas doenças atingem mais pessoas de menor renda e escolaridade, o que agrava ainda mais as desigualdades sociais.

Na Bahia, as doenças do aparelho circulatório e as neoplasias respondem pela 1ª e 3ª causas de óbito. Apesar da redução importante da mortalidade infantil no Brasil nas últimas décadas, os indicadores de óbitos neonatais apresentaram uma velocidade de queda aquém do desejado. Um número expressivo de mortes ainda faz parte da realidade social e sanitária do país e ainda ocorrem por causas evitáveis, principalmente no que diz respeito às ações dos serviços de saúde e, entre elas, a atenção pré-natal, ao parto e ao recém-nascido.

Já a mortalidade materna no Brasil atinge principalmente as mulheres mais pobres, com menos escolaridade e as residentes em regiões mais empobrecidas. No Brasil, no ano de 2014, segundo dados do Ministério da Saúde, a razão de mortalidade materna (RMM) encontrava-se no patamar de 58,4 óbitos a cada 100 mil Nascidos Vivos (NV). Esta taxa demonstra uma importante queda da mortalidade materna no Brasil se comparada ao ano de 1990, que era de 141/100 mil NV.

Através da vigilância do óbito, pode-se melhorar a qualidade das informações, identificar problemas, analisar as causas e propor estratégias e medidas de prevenção de óbitos evitáveis de modo a diminuir as desigualdades nas taxas de mortalidade e alcançar melhores níveis de sobrevivência.

Fonte: Codant
Dant/seminário

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