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Vigilância Epidemiológica comemora o “Novembro azul”

03/11/2016 17:09

O movimento “Novembro Azul” voltado para a prevenção do câncer de próstata surgiu na Austrália, em 2003, aproveitando as comemorações do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, realizado a 17 de novembro. No Brasil, o Novembro Azul teve início com a campanha “Um Toque, Um Drible”, desenvolvida pelo Instituto Lado a Lado, a partir de 2008, para discutir temas relacionados ao câncer de próstata.

Durante todo o mês, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep), por meio da Coordenação de Doenças Não Transmissíveis (Codant), mobiliza sua equipe para o combate ao câncer de próstata, através da distribuição do símbolo da campanha, um laço azul. A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que todos os homens com 45 anos de idade ou mais façam o exame de próstata anualmente.

A Política Nacional de Atenção Oncológica garante o atendimento integral a todos aqueles diagnosticados com câncer, por meio das Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons) e dos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon). No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma.

Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Sua taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos, em comparação aos países em desenvolvimento. Segundo o Registro Hospitalar de Câncer da Bahia, 39% dos pacientes do sexo masculino atendidos em primeira consulta no período de 2000 a 2015 tiveram câncer de próstata; 21% desses pacientes encontram-se na faixa etária de 65 a 69 anos, 20% na faixa etária de 70 a 74 e 17% entre 60 e 64 anos.

Em relação ao primeiro tratamento recebido, 36% dos pacientes com câncer de próstata realizaram como primeiro tratamento cirurgia, 24% não tiveram tratamento e 10% realizaram radioterapia. As unidades hospitalares que mais tiveram casos de pacientes com câncer de próstata foram o Hospital Aristides Maltez, com 51%, seguido do Centro Estadual de Oncologia, com 17%, e do Hospital Manoel Novaes, com 9%.

Fonte: Divep/Codant
Câncer/Divep

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