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Tomar dinheiro emprestado, só em situações de necessidade

10/11/2016 17:17

Fazer empréstimo? Só em casos de necessidade, como problemas de saúde, reforma emergencial, porque além dos juros, a parcela mensal reduzirá a renda. E se for preciso recorrer a empréstimo, a melhor opção é o consignado, que por ter menor risco para a instituição financeira, tem menor taxa de juros. Mas quem toma empréstimo ou faz compra a prazo, não deve apenas saber se a prestação cabe no orçamento. É essencial conhecer o Custo Efetivo Total (CET), multiplicando o valor da parcela pelo prazo.

As orientações são do coordenador administrativo do Procon, Filipe Vieira, e foram dadas na palestra “Consumo Consciente : Direitos e Deveres”, dentro do Projeto Saúde Financeira, que o Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba),unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio do Setor de Recursos Humanos ( RH), desenvolve pelo segundo ano consecutivo. O palestrante, com seu jeito leve e muita didática encantou os servidores.

Compra de dívida

No cenário de crise que começou ano passado, continuou este ano e deve se manter em 2017, o consumidor deve ficar atento para fugir das armadilhas que estimulam o consumo e empurram para o desequilíbrio do orçamento doméstico, pontuou Filipe Vieira. Quem tomou empréstimo em banco, por exemplo- explicou- sente – se atraído pelos convites para a compra da dívida, quando é oferecido também um dinheiro extra. Em geral, o consumidor termina pagando mais porque o prazo aumenta.

E os anúncios de empréstimos sem consulta aos órgãos de proteção ao crédito? Ai, segundo Filipe Vieira, é evitá-los, porque quando maior o risco do negócio para quem empresta, maior a taxa de juros. Mas são muitas as situações que exigem atenção do consumidor, como os anúncios de carro em 60 meses, com um valor relativamente baixo da prestação.Isso porque o anúncio não diz que é preciso dar uma boa entrada,

No Brasil, de acordo com o coordenador administrativo do Procon, o consumidor conta com proteção legal, no artigos 5º da Constituição Federal e no 170, inciso V, e com Código de Defesa do Consumidor ( Lei 8078/90) que define as relações de consumo. É muito importante para o consumidor conhecer seus direitos.

O consumidor tem direitos a informações claras e precisas, funcionamento correto do produto ou serviço, preço e condições de pagamento e como resolver os problemas, como destacou Filipe Vieira. Um dos problemas muito freqüentes – destacou o palestrante – é a questão do pagamento. Pagamento à vista, por exemplo, não é só em espécie (dinheiro). O cheque, o cartão de débito e o cartão de crédito em parcela única também são pagamentos à vista,explicou .

O direito à proteção contra política comercial abusiva também está assegurado pelo Código de Defesa do Consumidor. A publicidade enganosa, que pode induzir o consumidor a erro, por conter informação total ou parcialmente falsa ou por omissão de informação relevante é uma das situações, como destacou Filipe Vieira. A publicidade abusiva que é capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial, é outra situação.

Cuidados

Mesmo contando com a proteção legal, o consumidor precisa ser cuidadoso, como orienta o representante do Procon. Jamais, por exemplo, fornecer o número completo do cartão de crédito – apenas os últimos quatro algarismos. E também não deixar no cartão o código de identificação (é melhor anotar em algum local seguro e gravar). Também não assinar o cartão (escrevendo no local, peça o RG).

Mas o comportamento preventivo, não comprando por impulso, é muito importante para saúde financeira, – mostrou o palestrante – porque a euforia com o consumo em razão da oferta de créditos, pode se transformar em tristeza e dores de cabeça, quando as contas começarem a ultrapassar a capacidade de pagamento.

O Projeto Saúde Financeira é de natureza educativa e uma prática muito importante para a saúde mental. Com a facilidade de acesso aos bens de consumo, a educação financeira é a busca de alternativas para aprender a administrar o próprio dinheiro, sair da dívida, do endividamento, e também planejar os gastos e economizar.

A.M.V. Mtb 694/Ba
Cedeba/empréstimo

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