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Pé diabético e exame de fundo de olho no foco das ações de prevenção no Cedeba

16/11/2016 17:38

O teste do monofilamento, que mede a sensibilidade dos pés, feito no paciente Mateus Barbosa, mostrou que ele está bem. Essa avaliação é muito importante para os diabéticos, como ressalta a coordenadora de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar) do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia(Cedeba), Graca Velanes, para a prevenção do pé diabético, complicação da doença que representa a principal causa de amputação não-traumática.

Mateus teve o diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1 (DM1) aos 11 anos de idade e vem sendo acompanhado no Setor Infanto – Juvenil (Siju), do Cedeba. Hoje ele participou da atividade de rastreamento do pé diabético que o Cedeba está realizando para seus pacientes até sexta-feira, dentro das comemorações do Novembro Azul, mês em que se comemora o Dia Mundial do Diabético (14 de Novembro).

O paciente diabético que usa a medicação corretamente, tem alimentação saudável e pratica exercícios físicos vive bem, como explica Graça Velanes. Lorena Trindade, 15 anos, é um exemplo. Hoje ela veio para a consulta com o endocrinologista, como faz a cada três meses, e aproveitou para fazer o teste do monofilamento, também. Acompanhado pelo Siju (Cedeba) disse ter consciência da importância de levar uma vida saudável para evitar as complicações. No inicio, foi difícil, como conta a mãe da paciente. Lorena tinha dez anos, mas hoje ela leva uma vida normal.

Ferimento sinalizou diabetes

Anderson Nery da Silva, que também fez o teste do monofilamento já perdeu a sensibilidade nos dedos do pé esquerdo. Ele contou que foi a partir de um ferimento no pé, em razão de corte numa chapa metálica, que exigiu tratamento cirúrgico, que ele teve o diagnóstico de diabetes há três anos. Agora está tentando ter mais cuidado para evitar outras complicações que o diabetes mal controlado pode trazer. Além do pé diabético e da retinopatia diabética (a principal causa de cegueira no mundo). E mais: problemas renais (nefropatia e problemas cardiovasculares)

Além dos exames dos pés, a equipe do Cedeba também passa informações sobre cuidados com os pés: da higiene ao tipo de calçado. Nada de sair com sandálias, porque não protegem os pés. O ideal, como orienta Graça Velanes é usar tênis com meia de algodão. O pé deve ser hidratado, mas não se deve passar creme entre os dedos.

Retinopatia

Depois da avaliação dos pés, os pacientes seguem para o exame de fundo de olho, necessário para o rastreamento de retinopatia diabética, a principal causa de cegueira no mundo. O exame é muito importante, como destaca a líder em Oftalmologia do Cedeba, Tessa Mattos, porque a retinopatia diabética (RD) está instalada, mas o paciente pode apresentar boa acuidade visual, porque a doença é silenciosa. Esse risco pode ser reduzido a menos de 5% quando o diagnóstico é feito em tempo adequado e o tratamento realizado corretamente pelo especialista em retina, complementa.

A paciente Hilda Reis, 69 anos, perdeu a visão em razão da retinopatia, porque se descuidou lá atrás, como reconhece. Hoje fez avaliação do pé diabético, mas o resultado do exame deu normal.

Diante da importância da prevenção da retinopatia diabética e do diagnóstico precoce, o IDF (International Diabetes Federation) IDF definiu o tema “Seus Olhos e o Diabetes para marcar o Dia Mundial do Diabetes este ano.

Ascom Cedeba
/cedeba/retinopatia

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