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Microcefalia foi discutida durante a reunião do Fórum da Rede Cegonha

23/11/2016 20:53

A reunião do Fórum da Rede Cegonha desta quarta-feira (23) foi destinada a apresentações relacionadas à microcelafia e também à saúde do homem, em função das campanhas relacionadas ao “Novembro Azul”. Ao abrir o evento, o coordenador do Fórum, Manoel Henrique de Miranda, explicou que “este é um espaço de discussão para a construção de políticas voltadas para a melhoria dos serviços de saúde”.

Em seguida, a fundadora do Projeto Abraço, Maria Joana Passos, criado para acolher as famílias com crianças com microcefalia, explicou que, passado um ano em que começou o nascimento dos primeiros bebês com a doença, que se iniciou a partir do surto do Zika vírus, pais e mães começaram a se organizar para enfrentar a patologia até então desconhecida deles e da maioria dos profissionais de saúde, “incluindo ai os próprios médicos”. Foi assim que surgiu o projeto “Abraço a Microcefalia com o objetivo de acolher mães e pais despreparados para enfrentar a nova realidade de suas vidas”.

Ela acrescentou que no espaço, além do atendimento prestado às crianças, há também o apoio e acompanhamento voltado para as famílias. E concluiu que, “estar na reunião, significa dar voz às famílias que frequentam o projeto e que têm muitas dúvidas em relação ao atendimento oferecido pela rede pública de saúde”.

A equipe de técnicos da Diretoria da Gestão do Cuidado (DGC) da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) apresentou os números atuais da doença, que em todo o estado teve 1398 notificações, sendo 349 já confirmadas, e explicou a formatação da rede e os protocolos estabelecidos para o tratamento das crianças com microcefalia, ressaltando que é uma ação conjunta com os municípios.

Bruno Reis, técnico da DGC, citou que a rede de atendimento contempla Salvador e municípios do interior do estado como Alagoinhas, Barreiras, Camaçari, Feira de Santana, Itabuna, Itaberaba, Irecê, Juazeiro, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista. Nesses locais, todas as crianças serão atendidas por um neurologista. Já as grávidas terão acompanhamento pré-natal com realização dos exames específicos, a exemplo da ultrassonografia morfológica para medir o perímetro cefálico.

Ascom/Sesab

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