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Sábado teremos o Dia C do Câncer de Pele no Cican

25/11/2016 20:35

O câncer de pele é o tipo mais comum da doença e a exposição ao sol é responsável por 90% dos casos. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o melanoma cutâneo é um tipo de câncer de pele que tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e tem predominância em adultos brancos. Embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil e corresponda a 30% de todos os tumores malignos registrados no país, o melanoma representa apenas 3% das neoplasias malignas do órgão, apesar de ser o mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase.

Para contribuir ao atendimento da população, o Centro Estadual de Oncologia (Cican) e a Sociedade Brasileira de Dermatologia se unem e realizam neste sábado (26), o Dia C contra o Câncer de Pele. Neste dia, na sede do Cican (subida para o HGE), das 8 às 13h, os médicos dermatologistas do centro estadual e os voluntários atenderão gratuitamente a 100 que queiram investigar sinais que tenham na pele. Para isso, devem levar um documento de identidade, o CPF, o Cartão do SUS e um comprovante de residência.

Inicialmente, as pessoas passarão por uma triagem e em caso suspeito terão uma ficha preenchida para realizar o tratamento no Cican com os médicos da unidade. Além disso, serão distribuídos folhetos educativos, mostrando como o câncer de pele se manifesta e como podemos prevenir a doença. Também serão feitas palestras esclarecedoras sobre o assunto.

Câncer de pele não melanoma

O câncer de pele não melanoma é mais frequente no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Apresenta altos percentuais de cura, se for detectado precocemente. Entre os tumores de pele, o tipo não-melanoma é o de maior incidência e mais baixa mortalidade.

De acordo com os especialistas do Inca, o câncer de pele é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles já portadores de doenças cutâneas anteriores. Pessoas de pele clara, sensível à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias são as principais vítimas.

Como a pele – maior órgão do corpo humano – é heterogênea, o câncer de pele não-melanoma pode apresentar tumores de diferentes linhagens. Os mais frequentes são o carcinoma basocelular e o carcinoma epidermoide. O carcinoma basocelular, apesar de mais incidente, é também o menos agressivo.

Dados sobre a doença

Dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), via Diretoria de Informações em Saúde (DIS), na Bahia, em 2015, 135 pessoas foram internadas para tratar neoplasia da pele, dessas, 35 foram a óbito. Já em 2016, até o momento, 60 pessoas foram internadas e 35 já foram a óbito.

De acordo com as estimativas do Inca, na Bahia, para novos casos da doença em 2016, 2.250 homens e 2.760 mulheres podem ter câncer de pele não melanoma. Já para o câncer de pele melanoma, as estimativas são: 130 homens e 110 mulheres podem ser vítimas da doença. Em Salvador, esses números ficam em 340 casos em homens e 300 casos em mulheres, para câncer de pele não melanoma. Para o câncer de pele melanoma são 40 novos casos em homens e 30 em mulheres.

L.S./ MTb. 909-Ba
/cican/dia C

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