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Medir a glicemia com glicosímetro é muito importante para o controle do diabetes

02/02/2017 13:22

O paciente diabético precisa medir a glicemia com segurança. É possível picar o dedo praticamente sem sentir dor, para conseguir uma gota de sangue e dosá-la nos glicosímetros, mesmo em crianças pequenas. A orientação integra o Manual Diabetes – o que Fazer em Situações Especiais, do Dr. Walter J. Minicucci, endocrinologista, e médico assistente de Endocrinologia e Metabolismo da Unicamp (São Paulo), que o Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) está divulgando para ampliar os conhecimentos dos diabéticos no Verão, tempo de mais viagens, férias e mudança de rotina

É importante usar sempre picadores especiais. Esses aparelhos permitem picar o dedo com menos desconforto, pois com eles você pode regular a pressão da picada, de muito leve para mais forte, de acordo com a espessura da pele. Quais os cuidados? Lave bem as mãos com água e sabão. Se usar algodão com álcool, seque com algodão antes de picar o dedo. Nos dias frios, lave as mãos com água quente, se possível, para que a gota de sangue saia mais facilmente. Enxugue-as com uma toalha limpa ou com algodão seco. Deixe a mão pendente, para que a gota de sangue seja maior e você não precise espremer o dedo.

Continue apertando o dedo e mantendo -o apertado, abaixo do local onde vai ser picado, até que se pique e se obtenha a gota de sangue. Não pique na ponta do dedo e sim ao redor dela, onde a sensibilidade é menor. Escolha um local ao redor da polpa do dedo. Alterne os dedos que serão picados.

Se possível, não use agulhas, mas os picadores que vêm junto com os glicosímetros. Se usá-las, prefira as de insulina, principalmente para crianças. Leia as instruções do picador, antes de usá-lo. Os picadores são de uso individual, não podendo ser usados em diferentes pessoas, mesmo trocando as agulhas, pois existe o risco de transmissão de doenças contagiosas, como hepatite e AIDS, caso várias pessoas diferentes usem o mesmo picador.

Em consultórios médicos e serviços de saúde, se for fazer uma glicemia de capilar (de ponta de dedo), tenha a garantia de que o picador que está sendo usado é descartável ou que usa uma ponteira totalmente descartável. Dosar a glicemia em casa, com aparelho (glicosímetro), é fácil e ajuda no controle da doença. Os glicosímetros vendidos no país, em sua imensa maioria, são muito confiáveis e os valores de glicemia capilar medidos se encontram próximos aos obtidos em laboratório.

Pergunte ao seu médico qual glicosímetro ele recomenda. Leia o manual de instruções e, se possível, faça o teste uma ou mais vezes junto com o seu médico. Após picar o dedo, espere formar uma gota de sangue que seja suficiente. Coloque a gota de sangue na fita, sem esfregá-la. As fitas para medida de glicose mais modernas usam pequenas quantidades de sangue; portanto, a gota de sangue pode ser menor – algumas delas absorvem a gota de sangue ao tocar o dedo.

Verifique se as fitas não estão vencidas e se o aparelho está calibrado para as fitas que você está utilizando. Alguns aparelhos calibram automaticamente quando se troca a tira; outros vêm com o calibrador dentro dos frascos de fita (leia no manual do aparelho). Teste o seu aparelho, no mínimo, a cada seis meses. Isto pode ser feito com o líquido de calibração obtido com a maior parte dos fabricantes ou em farmácias especializadas em produtos para diabetes. Outra maneira de testá-lo é fazendo uma dosagem de glicemia em laboratório e, ao mesmo tempo, dosar a glicemia no seu aparelho. A medida do aparelho não deve ser mais do que 10% diferente da medida obtida no laboratório.

As tiras têm um prazo de validade que deve ser obedecido, caso contrário, os resultados podem não ser corretos. Observe que, após a abertura dos frascos, algumas tiras têm o prazo de validade alterado, sendo possível cair para 30 ou 60 dias. Leia o manual das tiras a este respeito.

Amanhã (sexta-feira), o Cedeba enfocará os cuidados para o diabético ao perder peso. Paciente diabético precisa de plano alimentar personalizado, como têm os pacientes do Cedeba.

Ascom do Cedeba
Cedeba/glicosímetro

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