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Diabetes sem controle aumenta o risco de tuberculose

23/02/2017 13:49

Os pacientes com diabetes têm mais chance de desenvolver tuberculose do que a população em geral, risco que aumenta se o diabetes estiver fora de controle. Tuberculose X Diabetes será tema da exposição do médico clínico, especialista em Pneumologia pela Escola Nacional de Saúde Pública, Afonso Roberto Batista, durante a primeira sessão de atualização em diabetes deste ano, que o Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), por meio da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar), promove no próximo dia 7 de março, das 9 às 12h, no auditório do Centro de Atenção à Saúde (CAS).

De acordo com o especialista, o diabetes bem controlado é muito importante para evitar doenças infecciosas que, ao serem instaladas, aumentam a glicemia. E com a tuberculose não é diferente. Por isso – explicou – é muito importante que o diabetes seja identificado precocemente, ao contrário da realidade atual, em que uma parcela significativa dos pacientes só tem o diagnóstico quando já apresenta complicações.

No caso da tuberculose, o diagnóstico precoce também é fundamental, segundo Afonso Roberto Batista, embora, em muitos casos, a confirmação da doença aconteça quatro meses depois de instalada. E a tuberculose continua crescendo no Brasil, segundo o especialista, depois do aumento de pessoas infectadas pelo HIV, pelas multidrogas resistentes e pelo abandono do tratamento, que exige o uso de quatro drogas durante seis a nove meses. Também fatores sociais, como a pobreza, que refletem na baixa qualidade de habitação, alimentação e saneamento contribuem para o aumento da doença

O especialista explicou que, segundo a Organização Mundial de Saúde, 30% da população possui o bacilo de Koch (tuberculose infeccção), condição que difere da tuberculose doença, que exige tratamento. No caso do paciente diabético, o Ministério da Saúde recomenda para o teste positivo de PPD (avalia a presença do bacilo de Koch) maior que 5%, o inicio do tratamento com uma droga, em vez de quatro (usada na tuberculose doença) no prazo de seis a nove meses.

Critérios

A exposição do médico Afonso Roberto Batista, que apóia a Coordenação de Atenção Básica, da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, no controle da Tuberculose e Hanseníase, será antecedida pela exposição dialogada da coordenadora técnica do Cedeba, Flávia Resedá, sobre “Critério de Acompanhamento do Diabetes por Nível de Complexidade na Rede Pública da Bahia”, das 9 às 10h30.

O tema é de grande importância, segundo destaca a endocrinologista Flávia Resedá, porque são encaminhados para o Cedeba pacientes com diabetes, cujo atendimento é competência da Atenção Primária. Como Centro de Referência – explicou – o Cedeba atende os pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 – DM2 – que já apresentam complicações associadas à doença,e que exigem assistência especializada. Neste grupo, estão os pacientes com pé diabético, com nefropatias e problemas cardiovasculares graves. Já os pacientes com DM1 são encaminhados pela Atenção Básica para acompanhamento no Cedeba.

As sessões de atualização em diabetes têm como público alvo a equipe multidisciplinar (Saúde da Família, Centros de Referência e instituições de ensino superior) da capital do interior. Para participar das sessões de atualização (sempre na primeira terça-feira do mês), não são necessárias inscrições prévias.

Ascom do Cedeba
Cedeba/tuberculose