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Estado e municípios da região de Alagoinhas intensificam ações de prevenção contra a febre amarela

07/03/2017 18:03

O secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, foi conferir de perto nesta terça-feira (7), no município de Alagoinhas, localidade distante 120 quilômetros de Salvador, a execução das ações preventivas no combate ao vírus da febre amarela na região. As ações englobam, além da imunização dos indivíduos que não possuem duas doses registradas no cartão de vacinação, a utilização de inseticidas para a redução do número de mosquitos, o monitoramento de casos suspeitos em macacos, assim como em humanos.

Na avaliação do secretário, a parceria entre Estado e municípios é fundamental para garantir que a febre amarela não contamine humanos na Bahia. “Não temos nenhum caso confirmado em seres humanos em nosso estado e um dos motivos é que estamos atuando de modo preventivo. O Governador Rui Costa determinou desde janeiro um bloqueio vacinal nas regiões Oeste, Extremo Sul e Sudoeste do estado, em virtude da situação epidemiológica da febre amarela no país, com a ocorrência de óbitos em São Paulo, Goiás e Minas Gerais, incluindo regiões que fazem divisa com a Bahia”, destaca Vilas-Boas, que apontou ainda o monitoramento de outras áreas pela equipe de vigilância estadual, como a que ocorre atualmente na região de Alagoinhas.

Devido à confirmação do primeiro caso de febre amarela em macacos na região de Calu, zona rural de Alagoinhas, o processo de vacinação foi intensificado, com a liberação de 100 mil doses extras da vacina. Duas outras notificações aguardam análise das amostras encaminhadas para o Instituto Evandro Chagas (IEC), laboratório de referência do Ministério da Saúde. “O Governador Rui Costa tem cobrado uma investigação minuciosa desses casos a fim de estabelecer a causa da contaminação dos macacos, visto que estão em uma localidade que fica a mais de 1.000 quilômetros dos municípios que tiveram casos confirmados em primatas não humanos”, ressalta Vilas-Boas.

“Ficamos apreensivos com a possibilidade da introdução da febre amarela em nosso município, mas ao mesmo tempo seguros porque o Governo do Estado tomou atitudes imediatas, assim que tivemos os primeiros sinais. Graças à atuação dos técnicos da SESAB e da Secretaria Municipal de Saúde, conseguimos detectar o local da contaminação dos macacos e imunizamos a população de toda a localidade”, disse o prefeito de Alagoinhas, Joaquim Neto.

Ações

Na região de Alagoinhas, as ações do Núcleo Regional da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) em sintonia com as secretarias de saúde dos municípios de Araçás e Alagoinhas foram além da vacinação. A busca ativa de casos suspeitos em toda a área delimitada e a aplicação de inseticida utilizando o UBV (Ultra Baixo Volume) costal na área rural e o UBV veicular na sede são exemplos das intervenções das equipes de vigilância epidemiológica.

Com o objetivo de intensificar o monitoramento da área, a Sesab ainda implantou a notificação negativa diária de febre amarela, estabelecendo assim, um fluxo de informação entre as unidades de saúde do município com o estado. Além disso, a Sesab recomendou a implantação da Sala Municipal de Coordenação e Controle com a participação das diversas secretarias municipais, sob a coordenação do estado, a fim de estabelecer e realizar ações intersetoriais de combate ao Aedes aegypti.

Boletim

Na Bahia, em 2017, até o dia 1º de março, foram notificados 16 casos suspeitos em humanos de Febre Amarela em oito municípios (1 Itiúba; 4 Coribe; 2 Itamaraju; 1 Mucuri; 1 Nova Viçosa; 3 Teixeira de Freitas; 1 Ilhéus; 1 Feira de Santana; 2 pessoas residentes no Estado de Alagoas (que passaram por vários locais na Bahia). Desses, sete foram descartados laboratorialmente (4 em Coribe, 1 em Mucuri e 2 de Teixeira de Freitas). O restante permanece em investigação.

Audiência Pública

Na audiência pública sobre Febre Amarela que ocorreu na Assembleia Legislativa da Bahia nesta terça-feira (7), a diretora de Vigilância Epidemiológica do Estado, Maria Aparecida Araújo, apresentou os dados da doença no Brasil e na Bahia, ressaltando que no Estado não tem nenhum caso em humanos e destacou as ações da Vigilância no sentido de combater o mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da febre amarela em pessoas.

Ela explicou que, desde o alerta do Ministério da Saúde relacionando as regiões de risco na Bahia, a vigilância epidemiológica tem trabalhado junto aos municípios na perspectiva de impedir um surto da doença no estado.

Ascom Sesab
Febre amarela/Alagoinhas visita

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