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Manter a glicemia sob controle é fundamental para evitar complicações do diabetes

04/04/2017 18:03

Ícaro de Souza, 20 anos, estudante universitário, e Adenilton Souza dos Passos, 29 anos, trabalhador rural, são jovens com diabetes tipo 1. Ambos só fazem a glicemia capilar (exame de ponta do dedo) quando sentem sinais de hipoglicemia, em vez do monitoramento contínuo. Nos próximos 14 dias, a glicemia dos dois jovens será acompanhada com um pequeno sensor, usado sob a pele do braço, que eles receberam hoje. As medições da glicemia são captadas por um monitor, cujos dados – são gerados gráficos – são lidos no computador.

O pequeno aparelho foi colocado no braço de Adenilton por Andressa Manginelli, mãe de Maria Eduarda de 11 anos, diagnosticada com diabetes tipo 1, há três anos. O avanço – avalia – tem sido muito importante porque me deixou mais tranqüila, por permitir um controle com segurança e continuado do nível de glicemia. Além – claro – de ser mais prático e não precisar furar o dedo com freqüência.

Tema da sessão

Antes de Ícaro e Adenilton receberem os aparelhos hoje, o Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), por meio da Coordenação de Educação e Apoio à Rede (Codar), apresentou na sessão mensal de atualização em diabetes o tema “Evidências Clínicas da Monitorização Contínua para Ajuste Glicêmico”. Foi palestrante o preceptor do Programa de Residência Médica em Endocrinologia do Cedeba, Fernando Giuffrida, professor do Departamento de Ciências da Vida da Universidade do Estado da Bahia, também professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Endocrinologia da Universidade Federal de São Paulo.

Depois de destacar a importância do controle glicêmico para evitar as complicações do diabetes, o palestrante, com muita didática mostrou a diferença da glicemia de jejum e a hemoglobina glicada. A primeira seria o seu saldo no banco no momento da consulta, enquanto a segunda (média entre os dois e quatro meses) é como se fosse o saldo médio da conta bancária.

Segundo o palestrante, a variabilidade glicêmica é um fator de risco para complicações do diabetes, e quanto maior a variabilidade, maior o risco. Por isso, a monitorização contínua é muito importante já que evidencia isso de forma segura. Além desse aspecto, é preciso também que o paciente com diabetes afaste outros fatores de risco para as complicações como o tabagismo e a hipertensão.

O primeiro dispositivo para Monitorização Continua de Glicose é de 2003, mas não realizava medições em tempo real, como o atual, bem mais eficaz, com impacto mais profundo da qualidade de vida do diabético. Funciona também como glicosímetro, permitindo a realização de glicemia capilar.

Depois da palestra, a nutricionista Sabrina Soares, apresentou os avanços da bomba de insulina, outro aparelho que também representa segurança e conforto para o paciente diabético, já que libera a insulina sem necessidade de o paciente fazer a aplicação.

As sessões de atualização em diabetes têm como clientela as equipes multidisciplinares das Unidades de Saúde da Família, Centros Referenciais Regionais e estudantes da área e Saúde. Sempre na primeira terça – feira do mês.

Ascom Cedeba
/cedeba/controle da glicemia

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