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Hospital Couto Maia comemora 164 anos

07/04/2017 18:56

O Hospital Couto Maia Comemorou 164 anos de fundado nesta sexta-feira (7) com diversas atividades voltadas para os servidores. Começou com um Seminário de Segurança do Paciente, além de Roda de Conversa sobre Diversidade de Gênero, que abordou o uso do nome social e reconhecimento da identidade de gênero. A comemoração se encerrou com um almoço de confraternização para todos os funcionários, que contou com a presença do chefe de gabinete, Luiz Cláudio Guimarães, que representou o secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas.

Construída em Monte Serrat, bairro de Salvador, a instituição é uma importante unidade de saúde dedicada ao combate de epidemias ao longo da história. Segundo a diretora Ceuci Nunes, o hospital foi pensado estrategicamente para evitar que doenças fossem trazidas pelos viajantes que chegavam à cidade em navios.   

“O Couto Maia servia como local de isolamento para pessoas que tinham febre proveniente de doenças contagiosas ficassem distantes da cidade, pois isso aqui era muito longe”, conta a médica infectologista. Próximo ao mar, os pacientes que chegavam doentes de navios já eram recolhidos no hospital.

Atualmente cerca de 500 profissionais formam a equipe responsável por atender cerca de 1500 pacientes por mês. O Couto Maia é o único na Bahia especializado no tratamento de doenças como meningite, tétano e leptospirose, e tem o vírus HIV como principal causa de internações.

Estrutura

O hospital é divido em três pavilhões. Fazem parte da estrutura física 95 leitos, entre Unidade de Tratamento Intensivo (6) ,e pediátricos, ambulatórios para pessoas com HIV, para neuroinfectologia, farmácia de dispensação de medicamentos, além de prestar assistência a pacientes com hanseníase.

Educação e pesquisa

A educação tem espaço garantido nas instalações da unidade. Em um edifício-anexo funciona o Núcleo de Educação e Pesquisa (NEP), onde estudantes de Medicina e médicos residentes têm a oportunidade de aprimorar os conhecimentos. “Sobretudo por se tratrar de um hospital referência em doenças infectocontagiosas e aquelas resultantes de epidemias, a exemplo da Síndrome de Guillain Barré, que “aqui se tornou referência para o tratamento e acompanhamento”, destacou a diretora.

O hospital também abriga o Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE), onde são disponibilizadas vacinas especiais que não constam na Rede Básica de Saúde como oferta. Para ter acesso à medicação, os pacientes precisam de recomendação médica. Os portadores de anemia falciforme são os que mais procuram vacinas no local.

Ascom/Sesab