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Mudanças na assistência psiquiátrica foram discutidas em reunião na Sesab

18/04/2017 17:15

As novas diretrizes da assistência psiquiátrica na Bahia foram discutidas na manhã de hoje, durante reunião realizada na Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), para Instalação do Grupo de Trabalho Interinstitucional para planejamento das ações de desinstitucionalização (Saúde Mental) no estado da Bahia. Na oportunidade, o secretário Fábio Vilas-Boas disse que esta é uma “reunião histórica”, e que o objetivo do Governo é conduzir esse processo de desinstitucionalização da forma mais adequada e correta possível. “Não queremos acabar com os hospitais psiquiátricos e deixar os pacientes desassistidos. Nossa meta é conduzir o processo de forma democrática, criando uma política que se adeque à legislação e não permita a desassistência”, disse Vilas-Boas.

Integram a Comissão Insterinstitucional das Ações de Desinstitucionalização representantes, além de profissionais da Sesab, representantes do Conselho Estadual de Saúde (CES), Associação Brasileira de Saúde Mental, Associação Psiquiátrica da Bahia, secretarias municipais de Saúde de Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista, de universidades, de entidades de usuários e diretores de hospitais psiquiátricos. Segundo Eduardo Calliga, da Associação Metamorfose Ambulante, as novas diretrizes da assistência psiquiátrica são vistas como positivas. “Que essas prisões sejam extintas na Bahia”, disse Calliga, referindo-se às internações em hospitais psiquiátricos.

De acordo com técnicos da área de Saúde Mental da Sesab, desde o ano passado estão sendo realizadas discussões internas sobre a reestruturação da rede de assistência psiquiátrica. Entre as medidas propostas estão: a constituição de equipes de desinstitucionalização em cada hospital psiquiátrico, a formação de um colegiado de gestão para nos hospitais psiquiátricos e o acompanhamento dos servidores lotados nos hospitais psiquiátricos durante os processos de relotação dos mesmos.

A desinstitucionalização de pessoas com longo histórico de internação passa a tornar-se política pública no Brasil a partir dos anos 90, e ganha grande impulso em 2002, com uma série de normatizações do Ministério da Saúde. A reforma psiquiátrica pretende modificar o sistema de tratamento clínico da doença mental, eliminando gradualmente a internação como forma de exclusão social. Este modelo deverá substituído por uma rede de serviços territoriais de atenção psicossocial, visando à integração da pessoa que sofre de transtornos mentais à comunidade.

 

Ascom/Sesab

Saúde mental/reunião