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Retardar o início do tratamento com insulina é equívoco terapêutico

24/04/2017 13:40

O tratamento insulínico deve ser considerado sempre que o nível de controle dos parâmetros glicêmicos esteja, sistematicamente, muito além dos valores limites recomendados. A orientação integra as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD 2015/2016) para os pacientes com diabetes mellitus tipo 2 (DM2).

O tema insulinoterapia será discutido na sessão mensal de atualização em diabetes, que o Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) realiza, por meio da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar), no próximo dia 2 de maio (terça-feira), das 9 às 11h30m, no auditório do Centro de Atenção à Saúde (CAS). A sessão tem como público-alvo equipes de saúde da atenção primária, centros de referência dos municípios e acadêmicos. Para maiores informações ligar para (71)3270-5676/5696.

REALIDADE

De acordo com a SBD, a insulinoterapia oportuna é a situação médica na qual o tratamento insulínico é instituído, tão logo seja clinicamente constatado um nível mais acentuado de descontrole glicêmico que exija uma intervenção terapêutica mais agressiva e intensiva.

Na prática clinica, existe tendência no retardo da introdução do tratamento insulínico, com graves prejuízos à saúde do paciente. Em grande número de casos, o tratamento insulínico só é iniciado “em último caso”, o que se constitui em lamentável equívoco terapêutico.

As práticas seguras para o preparo e aplicação de insulina são necessárias para o sucesso do tratamento aliado a monitorização glicêmica no cotidiano. Uma das estratégias para esse monitoramento é a da glicemia capilar, no qual a pessoa com diabetes e a equipe de saúde poderão manter ou ajustar o plano terapêutico (tratamento farmacológico e não farmacológico), explica a coordenadora da Codar/Cedeba, Graça Velanes.

A sessão terá como palestrantes a endocrinologista e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Iraci Lúcia Oliveira – apresentará o tema “Esquema de insulinização no Diabetes tio 2 – Estudo de Casos Clínicos” – e a enfermeira e coordenadora da Codar/Cedeba, Maria das Graças Velanes, que enfocará “Práticas seguras para o preparo e aplicação da Insulina”.

Ascom/Cedeba
Cedeba/sessãodiabetesmai

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