Notícias /

Alternativas para consolidação do SUS são debatidas em congresso

04/05/2017 17:54

Com o objetivo de debater os avanços e desafios do Sistema Único de Saúde (SUS), o 5º Congresso Norte e Nordeste de Secretarias Municipais de Saúde, que acontece no Centro de Convenções de Porto Seguro entre os dias 3 e 6 de maio, reuniu mais de 2 mil gestores de 16 estados do Brasil durante a noite de abertura.

O secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, que na oportunidade representou o governador Rui Costa, abordou temas como a eficiência e resolutividade na gestão pública, judicialização, bem como a necessidade de intensificar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti e reduzir o número de acidentes automobilísticos, principalmente envolvendo motos.

“A busca pela eficiência deve ser a meta de todo gestor público, sobretudo, daqueles que atuam na área da saúde. Em um cenário nacional de grave subfinanciamento, o recurso público é ainda mais escasso. Como ofertar mais serviços de saúde com o mesmo recurso ou menos? Repensar os fluxos, capacitar os profissionais e investir nas ações que sejam, de fato, resolutivas é a forma mais adequada de alcançar este objetivo”, ressaltou o secretário, ao lembrar ainda de algumas conquistas do SUS. “Nos últimos 14 anos, a cobertura da atenção básica no país saltou de 7% para a 77%”, disse.

Um dos exemplos de otimização do gasto público são os Consórcios Públicos de Saúde, na qual os entes consorciados rateiam os custos de um serviço, possibilitando simultaneamente, a ampliação e descentralização da assistência, bem como o reequilíbrio financeiro dos municípios. Na Bahia, este modelo será utilizado para gerir de forma compartilhada diversos serviços, entre eles, policlínicas regionais de saúde. Ainda neste semestre serão inauguradas quatro unidades nos municípios de Jequié, Teixeira de Freitas, Irecê e Guanambi e outras sete até 2018.

Já a judicialização na saúde é um problema nacional e como exemplo, o governo federal gastou, em 2014, R$ 838,4 milhões para cumprir decisões judiciais que determinavam, em sua maioria, a compra de remédios. Em 2015, este número saltou para R$ 1,2 bilhão. Na Bahia, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) gastou R$ 80 milhões somente com ações judiciais referentes a medicamentos em 2014, enquanto que em 2015, foram consumidos R$ 43 milhões do orçamento, uma redução fruto do esforço da implantação de protocolos e estreitamento da relação com o Ministério Público, Defensoria Pública, bem como o Poder Judiciário. Por ano, a Sesab adquire aproximadamente R$ 500 milhões em medicamentos.

“Há uma preocupação com a crescente judicialização do acesso a medicamentos, em especial daqueles que não tem aprovação ou registro de uso dentro do país, que desorganiza os sistemas públicos de saúde e é produtora de iniquidade e injustiça social”, aponta Vilas-Boas.

Epidemias

Os acidentes de moto são uma causa de relevante ocupação dos leitos hospitalares em todo o Brasil e na Bahia não é diferente. Entre 2000 e 2014, cerca de 30 mil pessoas morreram em acidentes de trânsito na Bahia, o equivalente a população de cidades baianas como Ruy Barbosa ou Muritiba.

Se o número absoluto surpreende, o crescimento na taxa de mortalidade envolvendo acidentes de trânsito também assusta. Entre 2000 e 2014 o total de óbitos envolvendo motociclistas cresceu de 0,7% para 4,2%, uma variação de 481,2%. “Os acidentes de transporte continuam representando um grave problema de saúde pública, tendo em vista sua magnitude, elevados custos econômicos, financeiros e sociais, assistência especializada, a exemplo de equipamentos de alto custo, como tomógrafos, neurocirurgias, UTI, além do• prolongado período de internação, reabilitação e reintegração”, pontua Vilas-Boas.

No que se refere ao combate ao mosquito Aedes aegypti, que é o principal transmissor da dengue, zika e chikungunya, a Bahia tem buscado a sensibilização e o engajamento da população por meio de campanhas educativas, além de estabelecer e realizar ações intersetoriais de combate ao mosquito, como a aplicação de inseticida utilizando o UBV (Ultra Baixo Volume) costal na área da epizootia e o UBV veicular.

Ascom Sesab
/geral/consolidação

Notícias relacionadas