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Enfermagem avança com 44 áreas de especialização

17/05/2017 14:16

Dois pacientes de nome, idade e diagnósticos semelhantes. Lista que podia ser enriquecida com mais coincidências. Não importa. O olhar do enfermeiro tem que considerar a individualidade, a realidade de cada paciente. O exemplo foi dado pela enfermeira Sirlei Brito, na palestra sobre “Pensamento Crítico”, que encantou os participantes, celebrando a Semana de Enfermagem no Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba).

Sirlei Brito, especialista em Administração e Qualidade Hospitalar, Enfermagem do Trabalho, Dinâmicas de Grupo e Coach de Carreira, mostrou a ampla dimensão do exercício da Enfermagem – atualmente oferece 44 áreas de especialização – definida pela estudiosa Wanda Horta como “ciência e arte de assistir o ser humano no atendimento de suas necessidades humanas básicas (NHB).

A Enfermagem é arte – explicou – porque o seu exercício passa pela intuição, sensibilidade, empatia, individualidade e humanização. E é ciência porque utiliza base própria de conhecimentos para a satisfação das NHB em suas dimensões bio-psico-sociais e espirituais. A lista das NHB é ampla porque é a própria vida. E dependendo das condições de saúde do paciente, o enfermeiro tem que atuar para satisfazer variadas necessidades. Uma pessoa no leito, além da medicação, pode precisar de cuidados em relação ao sono, hidratação, oxigenação, cuidados corporais, nutrição. Em relação às NHB psico-sociais, a comunicação, a auto-estima, a segurança…dentre outras.

Pensamento crítico é necessário

Diante de tantos desafios, para atender as necessidades do paciente, a palestrante mostrou a importância do pensamento crítico na Enfermagem, explicando que pensar criticamente é muito importante por ser “a melhor estratégia para a tomada de decisões acertadas. É a chave para a resolução das situações adversas que enfrentamos no dia-a-dia”. Na Enfermagem, os três momentos do pensamento crítico correspondem: raciocínio (a coleta de dados, anamnese e exame físico), o julgamento (diagnóstico) e a tomada de decisão (intervenções e prescrições).

A palestrante ratificou a importância do pensamento crítico na Enfermagem, citando a Resolução do CNE/CES de novembro de 2001, que define as competências exigidas para a formação dos enfermeiros: “O trabalho dos profissionais de enfermagem deve estar fundamentado na capacidade de tomar decisões visando o uso apropriado, eficácia e custo-efetividade da força de trabalho. Para este fim, os mesmos devem possuir habilidades para avaliar, sistematizar e decidir a conduta mais apropriada”.

A palestra integrou as comemorações da Semana de Enfermagem, quando se homenageiam os profissionais do cuidar. A Enfermagem vem se solidificando à luz de uma base humanística, revigorando seus valores, mudando fatos que moldam e dão forma a sua prática, e busca constantemente o significado da existência do ser humano, no cuidado com a pessoa e com a vida.

O trabalho da Enfermagem no Cedeba, segundo a coordenadora Cristina Gomes, visa a construção de uma assistência à população cada vez mais qualificada e ética. A equipe de Enfermagem conta com 10 enfermeiros, oito técnicos e 16 auxiliares de Enfermagem.

Ascom do Cedeba
Cedeba/enfermagem

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