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Insulinização no diabetes tipo 1 será discutida na sessão do Cedeba

22/05/2017 18:03

A partir do diagnóstico de Diabetes Meliitus tipo 1 (DM1), o paciente terá que usar insulina para sempre, mas para o sucesso no controle da doença, além da insulina é muito importante seguir o plano alimentar (refeições nas quantidades certas, respeitando também os horários) e a prática de exercício físico, como explica a endócrino pediatra do Cento de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), também professora de Endocrinologia da UFBa, Ana Cláudia Couto Silva, palestrante da sessão de atualização em diabetes do próximo dia 6 de junho, das 9 às 11h30, no auditório do Centro de Atenção à Saúde.

Na sessão, sempre na primeira terça-feira do mês, iniciativa do Cedeba, por meio da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar), a endocrinologista abordará o tema “Insulinização do Diabetes tipo 1”. Ela destaca que se o paciente seguir o plano alimentar e observar a correta aplicação da insulina, terá menos necessidade de fazer glicemia capilar (ponta de dedo) porque o controle da glicemia será mais efetivo. Quando não ha esse controle, aumenta o risco de hipoglicemia..

Infância e adolescência

O diabetes tipo 1 pode se manifestar na infância, adolescência e adulto jovem. Em todos, o papel da família é importante para entender o comportamento do paciente. A orientação, segundo a endocrinologista Cláudia Couto Silva, é no sentido de educar a criança para aprender a fazer a auto aplicação da insulina. Mas às vezes acontecem situações em que a criança ou adolescente tende a driblar o tratamento. Aplicam a insulina de forma incorreta para fazerem hipoglicemia e comer doce.

Por isso, segundo a especialista, não basta ensinar à criança e à família a aplicação correta da insulina, do ponto de vista técnico. É preciso – destacou – que as pessoas entendam a relação insulina/alimento/exercício físico. Um exercício simples, cujo aprendizado depende principalmente do apoio da família e do paciente.

O Cedeba, que atende usuários do SUS, tem entre seus pacientes pessoas da zona rural, mas que conseguem manter o diabetes sob controle, seguindo as orientações da equipe multidisciplinar. Mas isso exige um forte trabalho de educação, porque as pessoas acreditam, segundo pontuou a endocrinologista. Segundo ela, dizer que diabético “só pode comer alimentos diet e integrais, é um mito”.

Autocuidado

Na prática clínica, diagnosticar e tratar uma pessoa com DM1, segundo a coordenadora da Codar, Graça Velanes, é um trabalho de equipe, pois para o paciente atingir o auto cuidado será necessário abordagem de temas específicos, tais como auto aplicação de insulina, frequência de monitorização glicêmica capilar, a busca de uma alimentação saudável e equilibrada e a prática de exercício físico, vigiar as taxas e administrar situações especiais. Esse conjunto de intervenções fazem com que a pessoa com diabetes crie uma autonomia “vigiada”, sem perder a ligação com a equipe de saúde da Unidade, para sempre e juntos discutirem o melhor caminho para o tratamento. Nossa meta é prevenir ou retardar as complicações.

Segundo a assistente social da Codar, também advogada, Julia Coutinho, a “meta do nosso trabalho com o diabético é prevenir ou retardar as complicações da doença” . A pessoa com diabetes – destacou -tem direito a tratamento digno em todo o território nacional, de acordo com a Lei 11.347 de 2016 e a Portaria 2.583 de 2017 .

Ascom do Cedeba
Cedeba/insulinização

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