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Clériston Andrade participa de estudo nacional sobre visita ampliada nas UTIs

26/05/2017 18:05

O Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre realizou ontem e hoje (25 e 26), no auditório do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), uma capacitação com os profissionais da UTI, com o objetivo de implantar o projeto UTI Visita Estendida na unidade. O estudo é desenvolvido pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Nacional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). Trata-se de um projeto pioneiro no HGCA, que vai modificar completamente a rotina da UTI, pois os pacientes terão direito a um acompanhante por até 12 horas.

De acordo com o coordenador da UTI do HGCA, Lúcio Couto, a princípio será feito um estudo, com a duração de quatro meses, para avaliar o impacto que o projeto causará aos pacientes e à instituição. “Vamos comparar o resultado desta pesquisa com a forma convencional, que é visita de 30 minutos, duas vezes ao dia, 15 minutos pela manhã e 15 à tarde. Estudos comprovam que a presença de um familiar por mais tempo próximo ao paciente, diminui a ocorrência de delirium e o tempo de permanecia na unidade”, disse.

Na opinião de José Carlos Pitangueira, Diretor-geral do HGCA, o projeto é um presente para a unidade. “A coordenação da UTI, através de Lúcio Couto, tem todo meu aval para implantação deste projeto, que é extremamente humano e vai trazer benefícios excelentes para a unidade, e principalmente para os pacientes. Nosso foco é diminuir o tempo de recuperação dos pacientes e o apoio da família é fundamental”, afirmou.

O Projeto Visita Estendida foi implantado com sucesso no Hospital Moinhos de Vento em Porto Alegre há dois anos e por isso a unidade está capacitando outras instituições de saúde. No Brasil, 40 UTIs estão inseridas na pesquisa e destes, apenas três são na Bahia, e o HGCA é o primeiro a ser capacitado para a implantação. Segundo Tarissa Haack, enfermeira multiplicadora do projeto, a experiência no Hospital Moinhos de Vento trouxe vários benefícios. “Só o fato de ter um acompanhante que converse e toque no paciente, diga palavras de incentivo próximo ao leito, contribui muito para melhoria do quadro de saúde e com orientação, não interfere de forma alguma nos índices de infecção hospitalar”, assegurou.

Fonte: ASCOM/HGCA
Clériston Andrade/UTI