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Mudança no estilo de vida é essencial no tratamento do diabetes

06/06/2017 15:31

O diabetes mellitus tipo 1 (DM1), que acomete crianças, adolescentes e adultos jovens se manifesta de forma abrupta, como se desse um grito. A criança sente mais fome, mais sede, urina mais e emagrece. Não há como prevenir, como diabetes tipo 2 (do adulto), e por isso não se justifica restringir a alimentação de uma criança ( não comer doce ) sem diagnóstico de diabetes e nem adianta fazer avaliações constantes de glicemia.

As explicações são da endócrino-pediatra do Cento de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), também professora de Endocrinologia da UFBa, Ana Cláudia Couto Silva, e foram feitas hoje na sessão de atualização em diabetes do Cedeba, por meio da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar). Ela abordou o tema “Insulinização no Diabetes tipo 1” para profissionais do SUS, que atuam na Atenção Básica.

Doença Autoimune

“Noventa e nove por cento dos casos de DM1 são de natureza auto- imune – só 1% é idiopática. De origem genética, a doença se manifesta quando associada a fatores ambientais (vírus, bactérias, toxinas, estresse)”, explica a professora Ana Cláudia Couto Silva. As ilhotas de Langerhans (do pâncreas) são destruídas, cessando a produção de insulina. A destruição destas células no DM1 auto-imune, quando é feito o diagnostico, é de 90 a 95%.

Como o organismo deixa de produzir insulina no DM1, o paciente terá que ser tratado com a insulinoterapia. Mas é muito importante a mudança no estilo de vida (alimentação, de acordo com o plano alimentar) e atividade física, segundo pontuou Ana Cláudia Couto Silva.

O tratamento do paciente com DM1 tem como objetivos controle da glicemia (evitando hiperglicemia e hipoglicemia), prevenir complicações a longo prazo, promover o crescimento e desenvolvimento normais (a criança com DM1 sem controle pode sofrer atraso no crescimento) e melhorar a qualidade de vida.

Na chegada da adolescência, segundo a especialista, o controle do paciente com DM1 exige muita atenção. “Não porque ele seja rebelde e não siga as orientações da equipe multidisciplinar. É que os hormônios do crescimento (IGH) e os sexuais podem dificultar o controle da glicemia.

Contando Carboidratos

Atualmente, a vida dos pacientes com DM1 é menos difícil do que antigamente quando tudo era proibido, observou a palestrante. Hoje, com a contagem de carboidratos que está definido no plano alimentar, com a quantidade de carboidratos por refeição, o paciente tem mais liberdade para montar o prato.

Mas – observou a palestrante – o paciente precisa entender a relação do alimento/exercício/insulina, para evitar, por exemplo, a hipoglicemia que exige atendimento imediato e se manifesta pelo suor excessivo, palpitações ,tontura, mudança de comportamento, sensação de fome e palidez.

Hepatites Virais

Antes da palestra, a assistente social Alba Sousa e a enfermeira Zilda Almeida, ambas da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVEP) da Sesab, divulgaram o “Julho Amarelo”, quando será feita ampla divulgação dos riscos das hepatites virais. No dia 28 de julho, em parceria com o Cedeba, será realizado o teste rápido, que identifica hepatite para pacientes diabéticos.

Os participantes da sessão começaram hoje as atividades mais focados com o momento de meditação, conduzido pela psicóloga Jeane Dias Braidy, com exercícios de respiração.

Ascom do Cedeba
Cedeba/auto imune

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