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Reforço sobre cuidados com a alimentação no São João e aula de forró no Doce Encontro

07/06/2017 14:33

Autentico forró com os tradicionais hits juninos fechou o “Doce Encontro” para pacientes com diabetes, atendidos no Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), e que já passaram ou participam do Grupo Educativo Doce Conviver. O evento, que tem como principal objetivo reforçar os cuidados com a alimentação, chegou à terceira edição trazendo como novidade a participação do professor de Dança Antonio Cozido, que além de ensinar os principais passos do forró, mostrou a importância da dança para o bem-estar emocional, ao liberar o hormônio da felicidade.

O Encontro começou no auditório do Centro de Atenção à Saúde (CAS), que recebeu decoração com motivos juninos, feita com muito carinho e criatividade. Latas de leite com letras formando a palavra vida foram ornamentadas com flores de papel. A apresentação da nutricionista Cristiane Pacheco sobre os cuidados na alimentação também trazia imagens dos festejos juninos: “Delícias Juninas e a Glicemia sob Controle” foi o tema da conversa com os pacientes, que interagiram bastante..

Glicemia Sob Controle

A nutricionista começou perguntando: “Delícias juninas e a glicemia sob controle. Pode”? Uma paciente respondeu: “Não só pode, como deve”. Mas para fundamentar os cuidados, Cristiane Pacheco fez uma revisão dos conhecimentos que os pacientes já tiveram nas oficinas do Doce Conviver. E a maioria mostrou muita segurança ao responder.

Ao mostrar a importância dos alimentos para organismo, a nutricionista pontuou que o alimento também é importante para o convívio social. Revisou também a pirâmide alimentar com os diferentes grupos de alimentos, orientando que no topo da pirâmide, representado pelos doces e gordura, é preciso cuidado com o consumo.

Ela também destacou a importância do controle do consumo de gordura, porque 10% após cinco horas também se transformam em glicose. Entre 30 a 40% da proteínas, três horas após a ingestão, enquanto os carboidratos, transformam-se em glicose (100%) entre 15 minutos e duas horas.

Como os pratos juninos que resultam da mistura de carboidratos, gordura e açúcar, são muito calóricos, a nutricionista orientou que o paciente diabético deve optar por alimentos in natura. Em lugar da paçoca, o amendoim cozido. Milho assado ou cozido em vez da canjica ou mingau de milho.

Uma paciente quis saber se podia comer amendoim à vontade? A nutricionista explicou que a contagem de carboidratos não pode ser esquecida no São João. E deu exemplos: um copo de amendoim tem 10 gramas de carboidratos, uma espiga de milho, 30 gramas, igual valor de uma fatia de bolo. Uma laranja 15 gramas, dois copos de pipoca, 24 gramas, 4 colheres de sopa de arroz doce 52 gramas, uma pamonha, 47 gramas de carboidratos.

O paciente deve fazer a escolha com base no número de carboidratos definido pela nutricionista no plano alimentar. Mas alguns cuidados são importantes para manter a glicemia sob controle durante os festejos juninos: alimentar-se antes de sair de casa, para evitar excessos.

Quem preparar em casa os pratos do São João deve substituir o açúcar pelo adoçante, evitar leite de coco. É preciso cuidados também com os alimentos dietéticos por serem ricos em gordura, que depois de cinco horas também se transformam em glicose (10%). Cristiane Pacheco também orientou sobre as bebidas das festas juninas, ricas em açúcar,e por isso não devem ser consumidas pelos pacientes com diabetes.

Animação

Depois do reforço de conhecimentos, o professor de Dança começou sua aula de forró, seguindo-se a aula prática no hall sob a animação de Jose Wilco (Issinho) na sanfona, Arnaldo (zambumba) e Marcos (triângulo). Logo, os servidores uniram-se aos pacientes e foi improvisada uma grande quadrilha, ao som das mais tradicionais musicas do forró.Valeu “Olhar para o Céu, meu amor” ou cantar “Riacho do Navio”, dando asas à imaginação.

Os pacientes adoraram o Doce Encontro. Maria Auxiliadora Soares dos Santos,57 anos, era só animação.Moradora do Bairro da Paz, é acompanhada no Cedeba há mais de dez anos. Na sua avaliação, “é muito bom garantir alegria aos diabéticos. E o São João é uma festa muito importante “.

A pedagoga Suely de Sousa Silva, 49 anos, teve o diagnóstico de diabetes tipo 2 aos 29 anos, Já usa insulina e começou a ser atendida no Cedeba em 2008. Passou cinco anos fora, morando em Recife, mas já está de volta a Salvador. Com complicações no coração e na visão, disse que o atendimento do Cedeba faz a diferença. Mesmo não podendo consumir bebidas alcoólicas, pretender dançar muito forró neste São João, “mas seguindo as orientações da nutricionista para não cometer excessos”, prometeu.

Fonte: Ascom do Cedeba
Cedeba/doce

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