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Saúde da mulher é discutida em Conferência

07/06/2017 13:42

Durante a abertura da 1ª Conferência Estadual da Saúde das Mulheres da Bahia – etapa macrorregião Leste -, que começou nesta terça-feira (06), em Salvador, o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, destacou a importância do evento para “reforçar a saúde integral e pública como um direito soberano das mulheres”. Ele ainda acrescentou que essa política deve ser construída com bases mais amplas, não ficando apenas no âmbito da biologia e anatomia do corpo feminino, mas deve incorporar questões relacionadas aos direitos humanos e cidadania.

Ainda durante a Conferência, que segue até esta quarta-feira (07), o titular da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) citou as doenças que mais acometem as mulheres, como câncer de mama e do colo do útero e ressaltou que as ginecopatias cirúrgicas apresentam pontos de estrangulamento no Sistema Único de Saúde (SUS). E ele continuou falando sobre temas considerados “fenômenos universais”, a exemplo da violência de gênero, que “fere” os direitos humanos, sendo a modalidade sexual o “espectro mais repugnante desse grave problema”.

Ele explicou que, sensível a essas questões, o governador Rui Costa determinou que esforços fossem empreendidos para a criação de um serviço com uma visão integral e universal da saúde feminina, e o resultado foi o Hospital da Mulher, que agrega, em um único lugar, desde o atendimento às urgências ginecológicas, passando pela violência sexual, até assistência a casais inférteis. No entanto, o secretário entende que há muito o que conquistar, passando também para o campo do trabalho, como as jornadas duplas, vulnerabilidade, dentre outros.

Fábio Vilas-Boas ainda tocou em pontos considerados tabus, mas que fazem parte do universo feminino e precisam ser discutidos, a exemplo do aborto, sendo enfático ao afirmar que se trata de uma questão de saúde pública e não de religião. Ele ainda destacou que a conferência vai contemplar políticas e equidade das populações: negra, LGBT, em situação de rua, do campo, da floresta , das águas, em sofrimento mental e deficientes.

A presidente da Conferência, Cherry Almeida, pontuou que o evento é um espaço onde as mulheres vão dizer o que querem. “É um espaço de luta onde todas têm voz” e sairão proposições para a Política Estadual de Atenção Integral à Saúde das Mulheres. Entre os objetivos da conferência estão: reafirmar, impulsionar e efetivar os princípios e diretrizes do SUS para garantir a saúde como um direito humano; desenvolver estratégias de enfrentamento ao machismo, sexismo e à misoginia, por meio de políticas públicas; aprofundar o debate sobre o impacto na saúde das mulheres, da divisão sexual do trabalho, das condições do salário e da jornada, dentre outros.

Programação: Nesta quarta-feira (07), o evento segue tratando dos quatro eixos temáticos da Conferência: “O papel do Estado no desenvolvimento socioeconômico e ambiental e seus reflexos na vida e na saúde das mulheres”; “O mundo do trabalho e suas consequências na vida e na saúde das mulheres”; “Vulnerabilidades e equidade na vida e na saúde das mulheres” e “Políticas públicas para as mulheres e a participação social”.

Ascom/Sesab
Conferência Saúde da Mulher

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