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Fisioterapeuta do HGRS apresenta dois trabalhos em congresso internacional de Parkinson

27/06/2017 13:32

Responsável pelo Ambulatório de Transtornos do Movimento e Doença de Parkinson do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, a fisioterapeuta Lorena Almeida representou a instituição no 21st International Congress of Parkinson’s Disease and Movement Disorders (Congresso Internacional de Doença de Parkinson e Distúrbios do Movimento, em tradução livre). No evento, realizado no Canadá neste mês, a profissional apresentou dois trabalhos sobre o tema e discutiu a possibilidade de novas parcerias com pesquisadores de universidades nacionais e internacionais.

Lorena – que, em 2016, produziu a versão em português da diretriz europeia de fisioterapia para doença de Parkinson – exibiu, agora, o trabalho intitulado ‘Number and characteristics of people who requested the Portuguese Version of the European Physiotherapy Guideline for Parkinson’s Disease: a one-year follow-up’, feito com o grupo holandês que elaborou o material original. O objetivo, segundo ela, foi identificar o perfil de quem solicitou a versão em português da diretriz no ano passado e quais as partes tiveram maior número de interessados.

“O documento principal foi o mais solicitado (92%), seguido daquele direcionado para pessoas com Parkinson (65%). Os dados refletem uma maior necessidade de ampliar a divulgação principalmente das partes da diretriz direcionadas para pessoas com Parkinson, buscando mostrar para elas a importância da fisioterapia no manejo da doença, bem como da parte para médicos, que traz informações sobre quando e por que encaminhar a pessoa com Parkinson para fisioterapia”, explica.

Já o segundo trabalho apresentado por Lorena Almeida em Vancouver, nomeado “Determinants of balance confidence and concern about falling in people with Parkinson’s disease”, visou identificar fatores que contribuem para o medo de cair, um sintoma que está muito relacionado às quedas. “Constatamos que a dificuldade para a realização das atividades do dia-a-dia e a alteração do equilíbrio corporal foram fatores determinantes. Isso ressalta a importância da fisioterapia para redução do medo de cair, uma vez que são fatores de risco modificáveis através de exercícios físicos específicos para pessoas com Parkinson”, finaliza a fisioterapeuta do HGRS.

Ambulatório de Transtornos do Movimento e Doença de Parkinson do HGRS

Além da fisioterapeuta Lorena Almeida, o ambulatório é coordenado pelo neurologista Guilherme Valença. Nas consultas, que acontecem duas vezes por semana (tardes de segundas-feiras e manhãs de sextas), os principais problemas acompanhados pela equipe são doença de Parkinson, outros tipos de parkinsonismo, distonias e coreias.

A marcação dos pacientes é realizada de segunda a sexta, das 7 às 17h, na recepção do prédio anexo ao Hospital Geral Roberto Santos. Para tanto, é necessária requisição para atendimento com neurologista e/ou fisioterapeuta, com o motivo de encaminhamento.

Ascom HGRS
/HGRS/parkinson