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Campanha “Julho Amarelo” alerta para a prevenção das Hepatites Virais

14/07/2017 14:57

Para marcar o mês de julho, designado “Julho Amarelo”, considerado o mês de luta, prevenção e controle das hepatites virais, sendo o dia 28 o Dia Mundial, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), em parceria com o Grupo Vontade de Viver, está promovendo uma série de atividades, com o objetivo de chamar atenção para a importância de se detectar a doença precocemente e buscar tratamento adequado. As hepatites virais se constituem em grave problema de saúde pública no mundo e no Brasil, tendo em vista a alta transmissibilidade e o impacto sócio econômico em virtude do comprometimento da qualidade de vida das pessoas acometidas pela infecção/doença e pelo custo com o tratamento.

Entre as atividades programadas para o “Julho Amarelo” está a realização de ações de prevenção, com disponibilização de preservativos e de materiais educativos sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis e vacinação contra a hepatite b, e realização dos testes rápidos nas unidades básicas de saúde e outros serviços de saúde, nos 417 municípios do estado. O Programa Estadual de IST/Aids e Hepatites Virais da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep), da Sesab, recomenda aos serviços de saúde que promovam mobilizações visando chamar atenção de profissionais de saúde e usuários para a importância da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento das hepatites virais, em especial as hepatites B e C.

Em parceria com o Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) e o Centro Estadual Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa (Cedap), será ofertada testagem rápida para hepatites B e C para os pacientes diabéticos, no dia próximo dia 25, no espaço físico do Cedeba. Além disso, a Sesab está apoiando as ações desenvolvidas pelas Organizações Não Governamentais (ONGs), a exemplo do Grupo Vontade de Viver e Comitê Estadual das Hepatites Virais. Haverá ainda testagem rápida no Tricenter (Itaigara), nos dias 21 e 22; no Hupes, no dia 28; atividades cientificas na Farmácia de Medicamentos Estratégicos, no Hospital Otavio Mangabeira, Fiocruz, Lacen, Apae, Associação Baiana de Medicina, Hemoba, Cremeb, Laboratório Sabin e no Sesc/Ba.

Vídeos educativos alusivos ao tema estão sendo exibidos nos SACs (Serviço de Atendimento ao Cidadão), e o Elevador Lacerda e a sede da Fiocruz terão iluminação amarela, em alusão à campanha, que também está divulgada em emissoras de rádio, por meio de “spots”.

DADOS DA DOENÇA

Estima-se que no Brasil, 800 mil pessoas já foram infectadas pelo vírus da hepatite B e

1,5 milhão pelo vírus C. As hepatites virais A e E são de transmissão fecal-oral, enquanto as hepatites B, C e D são transmitidas pelo sangue (via parenteral, percutânea, vertical), esperma e secreção vaginal (via sexual). Os vírus B, C e D podem evoluir para doença crônica, que pode apresentar como desfecho a fibrose hepática, cirrose, além de carcinoma hepatocelular. Trata-se de um grave problema de saúde pública, sendo a primeira causa de transplantes de fígado no Brasil e, nas fases avançadas, podem levar a ocorrência de óbito.

A hepatite C tem predominância no sexo masculino, com 58% dos casos. Não se observa uma diferença significativa da razão entre os sexos para a hepatite B. No que se refere à faixas etárias, a mais acometida com hepatite B foi entre 20 a 49 anos, correspondendo a 73% dos casos confirmados, e a hepatite C acometeu mais a faixa etária de 35 a 64 anos com 73% dos casos..

O diagnóstico é feito por meio de teste rápido e outros exames específicos de laboratório, testes sorológicos e/ou de biologia molecular. Os quadros clínicos das HV são muitos diversificados e, de modo geral, as manifestações clinicam aparecem em fases avançadas de acometimento hepático. O teste rápido é gratuito e está disponível nas unidades da rede básica de saúde. Como forma de prevenção, recomenda-se uso regular de preservativos e realização do teste de hepatite B e C, além de evitar o compartilhamento de agulhas, seringas, material de manicure e pedicure, lâminas de barbear e depilar e procedimentos cirúrgicos, tatuagens e piercings que não atendam às normas de biossegurança.

O TRATAMENTO

O tratamento para as hepatites difere frente de acordo com a forma clínica apresentada, aguda ou crônica. O tratamento para as formas crônicas da hepatite B e C são específicos e existem pré-requisitos que precisam ser considerados. A partir de junho de 2015, o SUS decidiu incorporar uma nova classe de medicamentos para o tratamento da hepatite viral C crônica no âmbito da saúde pública, com novas terapêuticas, acesso flexibilizado, menores índices de efeitos adversos e maior expectativa de cura. A Divep/Sesab fez um esforço no sentido de descentralizar as novas medicações, ampliando e facilitando o acesso dos usuários da Bahia. De junho de 2015 até junho de 2017, foram tratados cerca de 800 pacientes com as novas drogas, com índice de cura de mais de 95%.

Ascom/Sesab
Hepatites/julho

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