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Sesab realiza Cursos de Reanimação Neonatal para profissionais de saúde no Estado

20/07/2017 13:40

A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, através da Diretoria da Gestão do Cuidado, em parceria com a Organização Panamericana de Saúde (OPAS) e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), realiza a partir de hoje (20), cursos sobre Reanimação Neonatal, voltado para profissionais médicos e de enfermagem das maternidades/hospitais do Estado que fazem parte do Projeto SWAp. O objetivo do treinamento é proporcionar o atendimento adequado ao nascimento e reduzir o índice de mortalidade infantil (neonatal e pós-neonatal) no Estado da Bahia.

O projeto, financiado pelo Banco Mundial, prevê, entre outras ações, a implantação de novas equipes de saúde da família, aplicação de vacina oral contra rotavírus humano e inscrição de gestantes adolescentes (menores de 19 anos) em um programa que garante atendimento pré-natal.

A ação envolve 25 maternidades/hospitais do Estado, que fazem parte do Projeto SWAp, contemplando, neste primeiro momento, os municípios de Salvador, Brumado, Camaçari, Jequié, Vitória da Conquista, Jacobina, Alagoinhas, Itabuna, Valença, Paulo Afonso, Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus, Ribeira do Pombal, Santa Maria da Vitória, Porto Seguro, Ilhéus, Guanambi, Barreiras, Irecê e Teixeira de Freitas.

Rapidez no atendimento

O primeiro minuto de vida de uma criança pode ser determinante para o seu futuro. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que um em cada dez bebês precisa de algum auxílio para respirar ao nascer. Para que o quadro de asfixia do recém-nascido não deixe sequelas, nem resulte na morte do bebê, é importante que o atendimento seja feito já nos primeiros 60 segundos de vida.

Assim, caso a criança não tenha o atendimento adequado no primeiro minuto de vida, pode ficar com sequelas cerebrais, que variam desde dificuldade de aprendizagem até comprometimentos neurológicos graves. Considerando, nesta situação, apenas as crianças que conseguem sobreviver.

Em 2010, segundo pesquisa da SBP, foram 3.758 recém-nascidos sem malformações que morreram por asfixia neonatal. Na Bahia, no período de 2010 e 2015, verifica-se que a hipóxia intrauterina

(diminuição ou ausência da assimilação de oxigênio recebida pelo feto através da placenta, quadro que pode ser agudo ou crônico) continua sendo a causa mais relevante de óbitos fetais, indicando a importância de uma melhoria na qualidade na assistência pré-natal e ao parto.

A ação envolve 25 maternidades/hospitais do Estado, que fazem parte do Projeto SWAp, contemplando, neste primeiro momento, os municípios de Salvador, Brumado, Camaçari, Jequié, Vitória da Conquista, Jacobina, Alagoinhas, Itabuna, Valença, Paulo Afonso, Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus, Ribeira do Pombal, Santa Maria da Vitória, Porto Seguro, Ilhéus, Guanambi, Barreiras, Irecê e Teixeira de Freitas.

Informações complementares

A mortalidade infantil é considerada um excelente indicador de saúde da população de um país, revelando também desigualdades entre os distintos extratos socioeconômicos e culturais.

A redução da mortalidade infantil é ainda um desafio para os serviços de saúde e a sociedade como um todo. As altas taxas encontradas se configuram como uma violação dos direitos humanos e um grave problema de saúde pública, atingindo desigualmente as regiões brasileiras com maior prevalência entre as classes sociais com menor ingresso e acesso aos bens sociais.

A OMS preconiza como níveis aceitáveis de mortalidade infantil, 10 óbitos em menores de um ano para cada 1.000 nascidos vivos. O Brasil encontra-se distante deste padrão com taxa de mortalidade infantil (TMI) de 15,3/1.000 nascidos vivos, sendo a taxa de mortalidade neonatal (TMN) de 10,7/1.000 nascidos vivos, de acordo com os dados registrados no SIM e no SINASC.

Na Bahia, as taxas de mortalidade infantil, tanto aquelas obtidas pelo método direto, como pelas estimativas feitas pelo IBGE e Ministério da Saúde, calculadas por métodos indiretos, vem apresentando redução progressiva no período de 2007 19,9 por 1.000 nascidos vivos para 15,1por 1.000 nascidos vivos em 2015 (dados preliminares). O risco de morte no período pós-neonatal (28 dias a 11 meses) foi o que apresentou maior descenso, enquanto que no período neonatal precoce (menores de 7 dias) começou a acelerar o seu declínio entre 2006 (13,0 óbitos por 100.000 nascidos vivos) e 2015 (9,2 8por 100.00 nascidos vivos).

Maternidades

Participam dos cursos profissionais das seguintes maternidades: IPERBA, Maternidade Albert Sabin, Hospital Geral Roberto Santos, Maternidade Tysilla Balbino, Hospital Municipal Magalhães Neto, Hospital Geral de Camaçari, Santa Casa de Misericórdia São Judas Tadeu, Hospital Municipal Esaú Matos, Hospital Municipal Antônio Teixeira Sobrinho, Hospital Maternidade de Alagoinhas, Hospital Manoel Novaes, Hospital Dr. Heitor Guedes de Mello, Hospital Nair Alves de Souza, Hospital Inácia Pinto dos Santos, Hospital Maternidade Luiz Argolo, Hospital Geral Clériston Andrade, Hospital Geral Santa Tereza, Hospital Municipal Dr José Borba, Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães, Hospital São José/Maternidade Santa Helena, Hospital Regional de Guanambi, Maternidade Professor José Maria de Magalhães Neto, Hospital do Oeste, Hospital Regional Dr. Mário Dourado Sobrinho, Unidade Municipal Materno Infantil.

Fonte: DGC
Mortalidade/neonatal

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