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Sesab e Ministério da Saúde retomam ação integrada para a construção de estratégias de atenção integral às crianças no Estado

24/07/2017 12:43

A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e o Ministério da Saúde realizam nos dias 24 e 25 de julho, no Instituto Anísio Teixeira, das 8h às 17h, a Oficina para a construção de estratégias com vistas ao “fortalecimento da atenção integral às crianças com infecção congênita associada às STORCH e ao Vírus Zika e suas famílias, envolvendo as secretarias de Saúde, Educação e Assistência Social dos principais municípios baianos e demais atores estratégicos.

Esta oficina visa dar seguimento às ações já desenvolvidas, buscando avançar para a construção coletiva e o fortalecimento da parceria e autonomia dos municípios baianos para a construção de uma rede de cuidado e o processo de vigilância e acompanhamento das crianças com infecção congênita associada às STORCH e ao Vírus Zika (casos de Microcefalia), e também das suas respectivas famílias.

Esta ação conta com a participação das seguintes representações: Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems); Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA); Banco Mundial/Projeto SWAp; Superintendência de Assistência Social (SAS) e Superintendência dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Sudef) ambas vinculadas a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS); além dos Núcleos Regionais de Saúde (NRS) e órgãos da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab).

A oficina conta também com representações de 10 municípios baianos, considerados prioritários, nas áreas de Saúde, Educação e Assistência Social, são eles: Salvador, Camaçari, Lauro de Freitas, Simões Filho, Feira de Santana, Alagoinhas, Campo Formoso, Monte Santo, Itabuna, Jequié.

De acordo com o boletim epidemiológico da Microcefalia e outras alterações congênitas relacionadas à infecção pelo Zika vírus e outras etiologias infecciosas, n. 03 de 04 de julho de 2017, a Bahia notificou, de outubro de 2015 a 30 de junho de 2017, 1.641 casos de microcefalia e outras alterações congênitas, com 481 casos confirmados, sendo 29 pela detecção do Zika vírus (RT-PCR), 24 pela identificação de um dos STORCH (Sífilis, Toxoplasmose, Rubéola, Citomegalovírus ou Herpes) e 428 por critério de imagem e/ou clínico-epidemiológico (CE). Foram descartados 559 casos, 498 permanecem em investigação, 27 foram classificados como prováveis e 76 estão sem classificação.

Comparando a distribuição espacial do coeficiente de incidência de Zika com a distribuição dos casos notificados de microcefalia no estado em 2016, ano de intensa transmissão, observa-se que a maioria dos municípios com casos de microcefalia notificados, apresentou transmissão do Zika vírus no seu território, necessitando de construção de ações estratégicas para a rede de cuidado e o processo de vigilância e acompanhamento das crianças e suas famílias.

Fonte: MS
/zika/oficina

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