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Maternidade de Referência inicia curso para Formação de Doulas Voluntárias

08/08/2017 22:12

A Maternidade de Referência José Maria de Magalhães Netto, iniciou na última segunda-feira (07) o curso de formação de Doulas Voluntárias, que teve mais de 400 inscrições em 10 dias. Ao final, 30 mulheres foram selecionadas.

Realizando cerca de 650 partos por mês, essa é mais uma ação da Maternidade de Referência na busca por um nascer mais humanizado. No total, durante a parte teórica do curso, serão realizados 10 encontros com uma série de aulas sobre fisiologia, técnicas e recursos do parto, gestação de alto risco e amamentação, ministrada pela equipe multiprofissional da unidade de saúde.

Karine Valverde, diretora administrativa da unidade, destacou a ligação do trabalho humanizado com a melhora nas políticas de saúde e a resposta das mulheres ao voluntariado.

“Nós estamos imensamente gratos porque, em um período tão curto de inscrições, mais de 400 mulheres responderam ao chamado para o trabalho voluntário. Isso nos motiva. A implantação de políticas de humanização nos processos de trabalho assistencial é um grande elo de fortalecimento do ‘bem nascer’, e o curso de doulas garante essa perspectiva”, declarou.

A psicóloga sênior da Maternidade de Referência, Marianna Medrado, comentou sobre a função das doulas e a importância do trabalho durante o parto. “O trabalho das doulas é de extrema importância e contribui para um parto mais tranquilo, prestando suporte físico e emocional à mulher. Desenvolve técnicas não farmacológicas de auxílio da dor junto à paciente, para um parto mais humanizado”, explica.

Amanda Santana foi uma das selecionadas para o curso e falou sobre suas expectativas. “Eu estava à procura de um trabalho voluntário, queria ajudar alguém. Vi as inscrições para o curso de doulas e me interessei porque trabalha com vidas e por ser um momento tão especial na vida da mulher”, comentou.

Neusélia Lima e Jane Mila atuam como doulas desde 2014. E, segundo elas, a atividade é mais que um trabalho voluntário, por vezes, se transforma em uma relação de afeto e amizade com as pacientes.

“Hoje eu disse a uma mãe que estou acompanhando que deixaria ela por algumas horas, para vir na abertura do curso com as futuras doulas. Ela perguntou se ficaria sozinha por muito tempo. Elas fazem questão do nosso trabalho e nos querem por perto a todo momento”, disse Jane. “É mais que um trabalho. É acolhimento, amor e fraternidade”, completou Neusélia.

Fonte: Maternidade de Referência

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