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Consultora da OPAS destaca importância da educação na prevenção do diabetes

31/08/2017 17:30

O combate ao tabagismo, ao sedentarismo, ao consumo excessivo de álcool e a busca de alimentação saudável são muito importantes para a prevenção do diabetes. A doença, que cresce em todo o mundo, integra o rol das doenças crônicas não-transmissíveis que preocupam a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além do diabetes, a hipertensão, a doença renal crônica e as doenças respiratórias.

As observações são da consultora de Doenças Crônicas Não-Transmissíveis da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), Luciana Sardinha, que veio a Salvador acompanhar a expansão do Projeto de Capacitação e Educação em Diabetes (Proced), que encerrou hoje o curso de qualificação para profissionais que atuam na atenção primária nos municípios de Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Alagoinhas, Ribeira do Pombal, Dias D Ávila e Cícero Dantas.

O Proced, uma iniciativa do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) que já chegou ao quinto módulo – o primeiro foi em 2009 – segundo a representante da OPAS “é uma experiência bem sucedida que pode ser seguida por outros estados. Ela disse que o Governo do Ceará quer conhecer a experiência do Cedeba, cujo trabalho é muito interessante por focar na humanização do atendimento, o que muito contribui para a adesão do paciente ao tratamento”.

Educação

As ações do Proced são de natureza educativa. Isso é muito importante, na avaliação da consultora da OPAS “porque prevenção não é imediata. E a educação é essencial para mudar hábitos e estilo de vida. A alimentação saudável, por exemplo, deve começar no pré -natal e envolver a escola e as famílias”, ressaltou. Esse – pontuou – é o caminho para que tenhamos uma população mais consciente e mais saudável.

A presença de Luciana Sardinha deve-se ao fato de o Proced contar com recursos da World Diabetes Foundation (WDF), sob a orientação e acompanhamento da OPAS. Ela ficou impressionada com o engajamento e articulação da equipe do Cedeba, que conduziu a capacitação, encerrada hoje.

Em companhia da diretora do Cedeba, Reine Chaves, Luciana Sardinha acompanhou na manhã de hoje os trabalhos do laboratório de “Empatia-Ciência do Amor”, conduzido pela psicóloga clínica, voluntária do Cedeba há muitos anos, Jeane Braidy, com a participação de Graça Velanes e Júlia Coutinho, da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar), e da coordenadora de planejamento do Cedeba, endocrinologista Odelisa Matos.

Na oficina, os participantes viveram experiências que são comuns nos diabéticos com complicações: redução da mobilidade, da visão, dentre outras. Um grupo atuava como observador, enquanto o outro vivia a experiências.

Os participantes elogiaram o trabalho, que deverá sem ampliado para os trabalhadores de saúde dos distritos onde o Proced for implantado, como anunciou Reine Chaves. “Vivendo, na prática, as dificuldades que os diabéticos enfrentam, fica mais fácil compreendê-los”, concluíram os participantes da experiência.

A diretora do Cedeba ressaltou a importância do atendimento humanizado, que deve envolver todos as pessoas que lidam com o paciente diabético, observando que ” o amor é a chave que ajuda a vencer todas as dificuldade na vida”.

O PROCED

Até 2019, o Proced deverá capacitar mais de 800 profissionais e cadastrar mais de 7.000 pessoas com diabetes mellitus nas unidades sentinela implantadas em 16 municípios do Estado. O Cedeba é referência no tratamento de diabetes e outras doenças endócrinas. Responsável também pela capacitação de recursos humanos, o centro iniciou a experiência do Proced com o apoio do Ministério da Saúde e Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), e passou a contar, desde 2015, além da OPAS, com a cooperação da World Diabetes Foundation (WDF). Na primeira etapa do Proced foram treinados profissionais da Bahia, de outros estados e dos países de língua portuguesa, Moçambique e Guiné Bissau.

Segundo Reine Chaves, também são esperados como resultado do projeto, 10% de aumento de hemoglobina glicada realizada anualmente (o exame dá a média da glicemia dos últimos três meses); 40% de aumento da avaliação do pé diabético nos pacientes cadastrados nas unidades sentinela ao final do projeto. Também é meta o aumento de 10% de exames de retina nos pacientes cadastrados nas unidades sentinelas ao final do projeto.

Ascom do Cedeba
Cedeba/proced

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