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Doenças da tireoide foram discutidas na sessão de atualização do Cedeba

05/09/2017 17:41

Mais de 60% da população mundial tem nódulos na tireóide, que são benignos em sua maioria – só 4% são malignos, e mesmo estes têm bom prognóstico com o tratamento cirúrgico (retirada da tireóide) e o uso do hormônio que era produzido pela importante glândula. O nódulo benigno não precisa de medicamento, nem de cirurgia. Apenas acompanhamento, que pode ser feito nas unidades básicas de saúde.

As informações foram apresentadas na manhã de hoje pela endocrinologista e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Iraci Costa Oliveira, ao abordar o tema como “Reconhecer e Tratar a Disfunção Tireoidiana”, na sessão mensal de atualização em Diabetes que o Centro de Diabetes de Endocrinologia da Bahia (Cedeba) por meio da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar) promove sempre na primeira terça – feira do mês.

Após a exposição da endocrinologista Iraci Oliveira, a coordenadora técnica do Cedeba, endocrinologista Flávia Resedá, apresentou o “Fluxo de Acompanhamento “das doenças da tireóide, destacando que tem crescido muito o diagnóstico de nódulos na tireóide, mas a maioria de natureza benigna. Somente os nódulos, a partir de um centímetro, exigem punção, mas se confirmada a benignidade, o acompanhamento deve ser feito pela atenção básica, embora a equipe do Cedeba esteja disponível para dar orientações quando houver necessidade.Caso haja mudança de tamanho ou de aspecto do nódulo, o paciente retorna para o Cedeba.

Também os casos de hipotireoidismo, depois de avaliados pelo especialista, podem ser acompanhados pela atenção básica, com médicos treinados para fazer esse acompanhamento. Flávia Resedá mostrou que o Cedeba no seu site www.saude.ba.gov.br/cedeba, na aba serviços traz de forma objetiva os critérios para matrícula e acompanhamento no Cedeba para diferentes doenças endócrinas. Por ser um Centro de Referência – explicou – o Cedeba tem que atender os casos complexos de diabetes e doenças endócrinas que exigem ser acompanhadas por especialista.

DISFUNÇÕES

As disfunções da tireóide, importante glândula que começa a ser formada na terceira semana de vida intra-uterina, segundo Iraci Oliveira são o hipertireoidismo (mais grave) e o hipotireoidismo. Quando a tireóide é capaz de suprir a quantidade suficiente de hormônios tiroidianos ((hipotireoidismo) leva ao aumento do peso. A deficiência também traz como principais sintomas: prisão de ventre, edemas, sonolência, queda de cabelos, unhas fracas.

O hipertireoidismo ocorre quando o excesso do hormônio da tireóide leva o organismo a funcionar mais acelerado e de forma exagerada. Por mais que a pessoa se alimente bem, não ganha peso e emagrece. Tem taquicardia (palpitacão), insônia e, em alguns casos, aumento do globo ocular (protusão dos olhos)

Os hormônios que a tireóide produz são capazes de influenciar todas as células do organismo. Esses hormônios são fundamentais para o bom funcionamento de órgãos importantes, como coração, cérebro, fígado, rins e pele.

De acordo com Iraci Oliveira é muito importante avaliar o bom funcionamento da tireóide, que deve começar na anamnese e na correta palpação da importante glândula, que pode dar indicativos de alterações pela sua consistência. E durante a aula, mostrou de forma prática a forma correta de examinar a tireóide, inclusive para identificar os casos de bócio que não têm sinal na parte anterior do pescoço, crescendo para dentro

.As sessões de atualização em diabetes têm como público alvo a equipe multidisciplinar (Saúde da Família, Centros de Referência e instituições de ensino superior). Contam com a participação de profissionais da capital e do interior.

Ascom Cedeba
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