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EESP realizou Sessão Temática sobre Saúde de Comunidades Quilombolas

06/09/2017 19:25

A Escola Estadual de Saúde Pública (EESP) promoveu na última segunda-feira (04), no auditório da Hemoba, a sétima Sessão Temática do ano. Com o tema: “Promovendo Saúde e Desenvolvimento Sustentável em Comunidades Quilombolas”, a palestra foi ministrada pela professora Climene Laura de Camargo, pós-doutora em Sociologia da Saúde (Universidade René Descartes/Sorbonne/França) e coordenadora do Grupo de Estudos da Saúde da Criança e Adolescente do Grupo Crescer.

Climene de Camargo iniciou a exposição mostrando dados de uma pesquisa da Fundação Palmares (20/05/2016), onde mostrava que a Bahia estava em primeiro lugar com o maior número de Comunidades Quilombolas, em segundo estava o Maranhão e terceiro Minas Gerais. Falou também sobre o funcionamento do Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento nas Universidades.

Durante a sua fala, ela abordou questões relacionadas à religião e cultura, as problemáticas a cerca do preconceito e racismo, mostrou ilustrações referente às Comunidades Quilombolas do ano de 1835 e do século XXI. Dissertou também sobre a saúde da população negra, o distanciamento para com os cuidados dessa comunidade, onde ainda pela sua experiência de vida observa que as universidades não oferecem um aprendizado nem orientam estudantes de maneira adequada para atender essas pessoas.

Trouxe informações das condições de vida das comunidades quilombolas no Brasil, como o fato das localidades; dificuldade de acesso aos bens públicos (saúde e educação); economia (agricultura familiar); falta de saneamento básico (água encanada) e o não reconhecimento social de suas potencialidades. Sabendo de que eles são ricos em fauna e flora, reconhecem o saber popular, possuem ainda potencialidades ambientais e humanas.

A professora ainda realizou questionamentos a respeito da desvalorização do artesanato que eles confeccionam e que a arquitetura poderia passar a enxergar, porém se sabe que o capitalismo toma conta, ressaltou ainda que as tradições dessas comunidades é muito forte e resistente, destacou as três vulnerabilidades: individual, programática e social, e para concluir apresentou Pesquisa do PPSUS. Ao final, a palestrante se colocou disponível para discussão e troca de experiências com o público presente, no espaço aberto para o debate.

Fonte: EESP
EESP/sessão quilambola

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