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Alimentação saudável deve ser meta da população em geral

14/09/2017 17:09

“Qualidade de vida é estar de bem com você mesmo, com a vida, com as pessoas queridas. Enfim, estar em equilíbrio”. A reflexão feita pela nutricionista Luciane Barros, do Núcleo de Obesidade do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), para os pacientes que lotaram o auditório do Centro de Atenção à Saúde (CAS) fez parte da palestra “Alimentação Saudável” – a primeira na manhã de hoje foi sobre Plano Alimentar- um dos caminhos para a busca da qualidade de vida.

A alimentação saudável, como explicou a nutricionista, não deve ser preocupação restrita aos pacientes com obesidade, mas uma atitude de toda a população, começando na infância. “Uma alimentação equilibrada é importante para a manutenção de um corpo sadio, tornando-se um dos princípios básicos para uma vida saudável”, pontuou.

NA INFÂNCIA

O cuidado deve começar na infância, sendo de responsabilidade da família educar pelo exemplo, segundo Luciane Barros, que citou o aumento da obesidade infantil como conseqüência de uma alimentação errada, onde se incluem refrigerantes, excesso de doces, salgadinhos e frituras.

A nutricionista mostrou que alimentação saudável passa pela escolha dos alimentos e a forma de prepará-los, lembrando que o Ministério da Saúde defende que quanto mais próximo da forma natural, mais saudável. Citou o exemplo do abacaxi, fruta que é consumida in natura, na forma de suco natural, mas também é encontrada nos sucos e doces industrializados (menos saudáveis).

Além da escolha e do preparo corretos, o ato da alimentação também precisa seguir um caminho que leve ao melhor aproveitamento e evite problemas de saúde. Luciane clamou a atenção para a necessidade de um ambiente de tranqüilidade para as refeições. Nada de ligar a televisão, principalmente para programas violentos.

É preciso – estacou – perceber o alimento, sua textura, forma, cores e comer sem pressa, mastigando bem os alimentos para facilitar a digestão, além de contribuir no processo de perda de peso. Quem mastiga bem os alimentos – explicou – dá menos trabalho ao estômago e evita perturbações digestivas como a temida azia, que também tem como causa o excesso de alimentos que, sobrecarregando o estômago, pressiona o esôfago e volta com o suco gástrico que provoca sensação de queimação.

O ideal para quem precisa se reeducar e aprender a comer devagar é descansar o talher no prato a cada porção levada à boca, para tentar diminuir o ritmo acelerado no ato de comer, orienta a nutricionista.

As informações sobre “Alimentação Saudável” são muito importantes para os pacientes com obesidade entenderem o “Plano Alimentar”, tema da primeira palestra de Luciane Barros hoje. Quando ela perguntou aos pacientes “O que é o Plano Alimentar”, as repostas foram muitas: mudar estilo de vida, aprender a comer, a se alimentar de forma correta.

Em seguida, a nutricionista perguntou o que faz um corpo ser largo ou fino? , obeso ou magro? Ela explicou que em condições normais, depende do balanço energético, ou seja, o equilíbrio entre a energia que entra e a que se gasta. Depois explicou com recurso audiovisual três situações para mostrar a perda de peso, obesidade e manutenção do peso.

A nutricionista observou que o Plano Alimentar não é dieta, sendo muito importante que o paciente tenha vontade de mudar. “Mudar sempre dói, mas é possível”. E durante a mudança, havendo uma transgressão ao plano, ” é preciso ter consciência para retomá-lo”. Ela mostrou que a reeducação alimentar é o caminho. “Não se enganem com dietas milagrosas como a da sopa, nem a que elimina carboidratos, por exemplo”, alertou

É muito importante – destacou – a observação da lista de substituições do Plano Alimentar. Por exemplo, se for substituir o pão por uma raiz, tem que comer a quantidade recomendada. Também é fundamental seguir o esquema do Plano que prevê seis refeições dias, porque pular refeições dificulta a redução do peso.

Durante a palestra os pacientes interagem bastante, demonstrando que estão avançando com as informações sobre alimentação saudável, mas uma paciente foi bem verdadeira; “eu sei, só não sigo”. Mas os pacientes que seguem obtêm a resposta como Anderson Angra que já eliminou 70 quilos em um ano com mudança de estilo de vida: exercício físico e alimentação saudável.

Ascom Cedeba
/Cedeba/alimentação saudável

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