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Hupes comemora mil transplantes de córneas

15/09/2017 14:49

No mês de incentivo à doação de órgãos e tecidos o Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Hupes) comemora seu milésimo transplante de córnea. O serviço foi iniciado no Hupes em 2004, e devido a uma grande demanda reprimida, logo se transformou em referência no estado para o procedimento. Desde então o ambulatório de córnea recebe pacientes todas as semanas, encaminhados por serviços de atenção primária, para avaliar o diagnóstico e a indicação do transplante. Ao todo já são 1003 transplantes realizados.

O transplante

O transplante de córnea é uma cirurgia desenvolvida para tratamento de doenças que causam opacidade ou deformidade da córnea, impedindo que a luz entre no olho e processo de formação da imagem se complete. A cirurgia pode ser feita sob anestesia local mais sedação, quando o paciente é colaborativo, ou sob anestesia geral. Não há necessidade de compatibilidade entre doador e receptor, o que facilita a distribuição do tecido. A recuperação da visão no pós-operatório não é imediata, e vai depender da doença que motivou o transplante, da presença de outras doenças oculares e da remoção dos pontos, que é iniciada em torno do quinto mês da cirurgia.

As principais causas que levam à necessidade do transplante são: ceratocone, ceratopatia bolbosa do pseudofácico (complicação após cirurgia de catarata) e cicatrizes decorrentes de traumas e infecções da córnea. As principais complicações decorrentes da cirurgia de transplante de córnea são: rejeição, glaucoma e falência tardia do enxerto. O risco de rejeição é aproximadamente 20% para todos os pacientes transplantados, mas se considerarmos apenas casos de um único diagnóstico, este risco pode ser menor ou maior.

No Hupes já estão sendo utilizadas novas técnicas de transplantes de córnea que visam substituir apenas o tecido doente. “São os transplantes lamelares anteriores e posteriores. Os primeiros já têm sido realizados aqui desde 2014 e já estamos com um bom número de casos realizados e acompanhados, sendo que os resultados serão estudados este ano. A técnica lamelar posterior depende de maior celeridade na fila de espera, mas alguns poucos casos já foram realizados no HUPES”, explica a médica responsável pelos transplantes de córnea na instituição, Patrícia Marback.

Ascom Hupes
Hupes/mil transplantes

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