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Creasi é premiado em mapeamento do Ministério da Saúde

17/10/2017 11:23

Com um atendimento integrado, voltado para a qualidade de vida do paciente e não para as doenças, o Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (Creasi), em Salvador, recebeu reconhecimento nacional pela assistência prestada. O centro foi selecionado no Mapeamento de Experiências Exitosas de Gestão Pública no campo do Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa, realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). É o segundo ano consecutivo que a instituição é reconhecida pelo atendimento a idosos.

Implantado em 2015, o modelo de gestão integrada faz com que o paciente receba atenção de diferentes especialidades. Para serem atendidos pelo Creasi, os idosos precisam ser referenciados pela atenção básica, nos postos de saúde, e, então, são encaminhados para a instituição. No centro, eles são recebidos por uma equipe multidisciplinar que envolve médicos de diferentes especialidades, como geriatria, ortopedia, psiquiatria e reumatologia, além de psicólogos, dentistas, fisioterapeutas, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais.

No primeiro ano em que se inscreveu no mapeamento, em 2016, o Creasi foi premiado pelo projeto do Núcleo de Atenção Gerontológica (NAG) e agora pela assistência. Para a diretora da unidade, a geriatra Mônica Hupsel, este é o reconhecimento do trabalho de uma equipe comprometida com a saúde dos pacientes. “O prêmio expõe para o país inteiro quais são as iniciativas exitosas, para que os estados possam trocar experiências com outros locais, e a Bahia hoje está entre os 14 escolhidos para receber a premiação. Estamos muito felizes por fazer parte disso e poder mostrar o que fazemos aqui”, explicou a diretora.

Segundo a geriatra Josecy Peixoto, uma das idealizadoras do modelo de assistência integrada, a resposta dos pacientes ao tratamento tem sido positiva. “A base do atendimento é a funcionalidade e, a partir do perfil do paciente, traçamos o plano de intervenções que serão feitas com ele. Quando o paciente é recebido por esta equipe, ele é atendido na sua plenitude. Mesmo com tantas necessidades, que é o perfil do paciente da saúde pública, a gente sente uma resposta social muito importante, de quando a família se envolve no processo. Quando ele recebe outro tipo de atenção que não é apenas a médica, o resultado é ainda melhor”.

Grupos terapêuticos

Durante o tratamento, o paciente pode participar de grupos terapêuticos com abordagens específicas, como os criados para os idosos com Parkinson e problemas de memória, ou ainda atendimento individual para os que não conseguem se expressar com tanta facilidade. Como resultado disso, telas feitas pelos pacientes estão expostas nas paredes da unidade, em homenagem ao mês do idoso, comemorado em outubro.

Como parte do atendimento integrado, a fisioterapia cumpre uma função importante na qualidade de vida do paciente. “Avaliamos as atividades que eles não conseguem fazer e o porquê de não conseguirem realiza-las. A partir disso, o tratamento é pautado na recuperação das potencialidades desse paciente, fazendo com que ele seja o mais funcional possível dentro das limitações que possui. O mais importante não é a patologia e, sim, a capacidade que ele tem de fazer as atividades cotidianas com independência e autonomia, para que ele seja capaz de se autogerir”, explicou a fisioterapeuta Diana Noronha.
Secom
Idoso/prêmio

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