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Técnicos da Suvisa apresentam trabalhos em Congresso Nacional de Epidemiologia

17/10/2017 19:34

Técnicos da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa), órgão da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), apresentaram trabalhos no X Congresso Brasileiro de Epidemiologia, realizado entre 7 e 11 de outubro, em Florianópolis, Santa Catarina. O evento reuniu cerca de 3.500 epidemiologistas de diversas instituições de ensino, pesquisa e serviços de saúde do país.

Um dos estudos da equipe da Suvisa retratou a Cobertura Vacinal da Febre Amarela na Bahia entre os anos de 2007 e 2017, trabalho de autoria do coordenador de imunização estadual Ramon Saavedra. A apresentação em forma de pôster mostrou como estava a cobertura antes e depois da intensificação vacinal deste ano, quando ocorreram casos de febre amarela em estados vizinhos a Bahia.

No território baiano, foram registrados mais de 100 casos da doença em macacos, mas nenhum em humanos. Para Ramon Saavedra, a população saiu ilesa graças ao monitoramento da aparição do vírus e a disponibilização da vacina, ação desenvolvida há muitos anos pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep), órgão vinculado à Suvisa da Sesab.

“Fizemos um cinturão de vacinação, de Norte a Sul da Bahia, em 165 municípios próximos daquelas cidades de outros Estados onde humanos foram infectados pelo vírus. Também houve vacinação nas cidades baianas onde foram encontrados macacos infectados”, explica o coordenador de imunização.

Outro exemplo de trabalho de técnicos da Suvisa apresentado no congresso foi sobre a Análise do Sistema de Notificação das Doenças Exantemáticas (sarampo e rubéola) na Bahia entre 2010 e 2016. Segundo a autora principal do estudo, Adriana Dourado de Carvalho, sanitarista da Divep, o estudo é focado no sistema de notificação dessas duas doenças que estão em fase de eliminação.

A baixa taxa de notificação pode estar associada também à elevação das outras doenças exantemáticas (aquelas que provocam manchas vermelha pelo corpo) a exemplo de dengue, zika, chikungunya. “Os profissionais devem ficar alerta ao diagnóstico diferencial do sarampo e rubéola com as outras doenças exantemáticas”, ressalta Adriana. “Se uma taxa de notificação está muito baixa pode indicar que os profissionais não estão preparados para diagnosticar a doença”, completa.

Em 2016, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) certificou o Brasil por ter eliminado o vírus do sarampo e rubéola. “Para manter a vigilância ativa, é importante que os profissionais de saúde notifiquem os casos suspeitos para o País continuar trabalhando e se manter livre do sarampo e rubéola”, declara a enfermeira Aldacy Matos, coautora do estudo.

Outros 160 profissionais ligados à Suvisa tiveram a oportunidade de participar do X Congresso de Epidemiologia, organizado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).

Ascom Suvisa
/vigisanit/congresso de epidemiologia