Notícias /

Informações sobre câncer de mama e otimismo na palestra do Outubro Rosa no Cedeba

18/10/2017 15:15

“Eu sou mais forte do que as cicatrizes existentes no meu corpo (de 12 cirurgias ). Eu me acho bonita e uso biquini para ir à praia. Em resumo, procuro viver a vida que não terminou porque descobri o câncer de mama no esstágio inicial. Um ano antes do diagnóstico, o resultado da mamografia foi normal. Por isso, não basta o auto-exame das mamas. É preciso fazer mamografia anualmente, e no caso das mulheres mais jovens, com mamas mais densas, a ultrassonografia também é muito importante”.

Maristela Maciel enfrentou antes o câncer de tireóide, mas não perde a fé. “Sou mastectomizada (não tem uma das mamas), sim; sou feliz, sim; sou guerreira, sim. Se não tivesse descoberto o câncer de mama quando o tumor estavam bem pequeno não estaria aqui conversando com vocês. Por isso, se amem, se cuidem. Fica o meu apelo”

Foi assim, unindo, com harmonia números e informações sobre o câncer de mama com a sua experiência pessoal que a bancária aposentada Maristela Viana Maciel, 55 anos, voltou este ano para sua palestra no Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) sobre “Câncer de Mama”, dentro da programação do Outubro Rosa. Inicialmente passou as informações para os pacientes que se encontravam na recepção principal, mas como seu objetivo é formar multiplicadores, prossegiu seu trabalho pelas salas de espera de vários consultórios.

Foco no Outubro Rosa

Mesmo entendendo que a prevenção do câncer de mama deve acontecer todos os meses do ano, Maristela Maciel veste literalmente a camisa do Outubro Rosa, que produz com capricho, e também centra forças na produção dos laços na cor rosa, símbolo da campanha, para distribuir após as palestras que faz em unidades de saúde. Este ano, foram cinco mil lacinhos.

Ela mergulha em busca de informações e números sobre o câncer de mama. E transmite com muita diadática. Para o total de casos esperados no Brasil entre 2016 e 2017 (números do Instituto Nacional do Câncer -INCA) – 57.960 – mostrou a imagem da Arena Fonte Nova que tem capacidade para 58 mil pessoas. Desse total, a previsão de 11.388 mortes de mulheres e 181 homens. No caso da mulher, o câncer é o que mais mata, porque 45% dos casos são diagnosticados em estágio avançado. Em relação à faixa etária, 8% nas mulheres entre 40 a 50 anos, daí o risco ser maior com o avanço da idade.

Maristela apresentou infomrações sobre os fatores de risco para o câncer de mama, que fazem parte do material divulgado na Campanha do Outubro Rosa: idade avançada, primeira menstsruação antes do 12 anos, menopausa tardia ( ultima menstruação após os 50), histórico familar (parente de primeiro grau com a doença), ingestão regular de ácool, não ter filhos, obesidade e dieta rica em gordura.

Mas ficar atento aos fatores e risco e fazer exames preventivos não é sufiiciente. É preciso- destacou – fazer os exames e pegá-los para levar ao médico. Em 2015, de três mil mamografias realizadas, 756 pacientes não pegaram o resultado. É possivel – destacou – que muitas pacientes tenham morrido.

Dividindo experiência

A experiência e os resultados positivos de Maristela na luta contra o câncer, compartilhada hoje no Cedeba, será apresentada amanhã na atividade programada pelo Centro de Informações Antiveno (Ciave) para marcar o Outubro Rosa. A palestra está marcada para 14 horas, na unidade, que funciona anexo ao Hospital Geral Roberto Santos, e destina-se a servidores, usuários e demais pessoas interessadas.

Ascom do Cedeba
Cedeba/palestramaristela

Notícias relacionadas