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Música e dança no “Movimente-se pela Vida” para pacientes com obesidade no Cedeba

20/10/2017 13:07

“Eu era prisioneira do meu próprio corpo, que me impedia de sair. Não só pela dificuldade para andar, mas temendo, também, as piadas e brincadeiras de mau gosto. Hoje estou vivendo. Faço tudo em casa e adoro sair”. O relato é de Maria José dos Santos, do município baiano de Entre Rios, que chegou a pesar 137 quilos e conseguiu eliminar 57, descendo para 80. Ela é acompanhada pelo Núcleo de Obesidade do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba). Fez cirurgia bariátrica há três anos e segue as orientações da equipe multidisciplinar para manter-se com saúde.

Ontem (20), Maria José dos Santos participou das atividades que marcaram o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade no Cedeba, que lotou o auditório do Centro de Atenção à Saúde (CAS) de pacientes e familiares. Eles atenderam ao chamado do “Movimente-se para a Vida”, tema da programação, cantando, dançando, meditando, relaxando. As atividades começaram com um vídeo do Núcleo de Obesidade, mostrando o exemplo da equipe, exercitando- se em atividades diversas.

Sem vergonha de ser feliz

Os pacientes, ao som da música “O que é o que é”, do eterno Gonzaguinha, mostraram que é para “Viver e não ter a vergonha de ser feliz”, seguindo os movimentos comandados pela fisioterapeuta do Cedeba, Lorena Arruda ( interrompeu a licença para participar do evento). Ninguém ficou parado. Depois de oito minutos de muita movimentação, a fisioterapeuta fez uma pequena palestra, mostrando a importância do movimento do corpo para a saúde e bem – estar. “Vida é movimento. Movimento é Vida”, repetiu várias vezes a fisioterapeuta.

Mas para fazer exercício físico regulamente – orientou – é preciso levar em conta a individualidade, a especificidade, a sobrecarga, a progressão e reversibilidade. Exercício, segundo a fisioterapeuta, é para o resto da vida. Também é preciso ir progredindo. Começa devagar, mas precisa aumentar a carga progressivamente para fazer efeito.

Depois de muito movimento, os pacientes tiveram instantes de relaxamento com a professora da Sudesb, Angela Barbosa, que salientou a importância da respiração. “Inspirem pelo nariz, mentalizando coisas boas e expirem soltando as coisas que não servem”, orientava, mostrando a importância de prestar atenção na respiração, de olhos fechados.Os pacientes do Cedeba com obesidade, por conta de um programa de cooperação técnica com a Sudesb, são encaminhados para atividades como natação e hidroginástica.

Dança e coral

A programação mostrou a importância da dança para os pacientes com obesidade. No palco do auditório houve apresentação do grupo de dança, um trabalho da aluna de Fisioterapia da UNEB, Adallyz Torres Araújo,estagiária do Cedeba, como parte do seu TCC, sob a orientação da fisioterapeuta Lorena Arruda.

O grupo dançou ao som de “O que é que a baiana tem”, mostrando o ritmo e gingado da mulher baina. Maria das Graças Matos, 53 anos, uma das integrantes do grupo, está no Cedeba há três anos. Já conseguiu sair dos 115 quilos para 105, mas sabe que precisa reduzir mais o peso. Ela está adorando a experiência da dança, “pois melhoraram as dores da coluna e do joelho, e também a auto – estima”.

A diretora do Cedeba, Reine Chaves, prestigiou a programação e parabenizou em nome da equipe do Núcleo de Obesidade, a coordenadora Teresa Arruti, pelo belo trabalho. “É muito importante chamar a atenção do paciente para a obesidade, hoje um problema de saúde pública. E despertar a consciência para a importância do exercício físico é fundamental”.

A programação foi encerrada com a apresentação do coral Vozes da Sesab, que iniciou cantando a música “A Paz” e seguiu com “Epitáfio”, dos Titãs: “Devia ter amado mais/Ter chorado mais/Ter visto o sol nascer/Devia ter arriscado mais……”

Ascom do Cedeba
Cedeba/dianova

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