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Envenenamento é tema de palestras do Ciave para militares do Corpo de Bombeiros

06/11/2017 12:26

Na última semana, 60 cabos do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA), alunos do Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos – CAS, tiveram palestra sobre animais peçonhentos e atendimento ao paciente intoxicado, ministrada por Edilúcia Salomão, enfermeira do Centro de Informações Antiveneno (Ciave), no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças – CFAP-BM, em Simões Filho.

O Curso tem carga horária 600 horas e visa atualizar os militares em conhecimentos de combate a incêndio, modalidades desalvamento (terrestre, aquático, etc.) e socorrismo.

No mesmo período, o Ciave recebeu a visita de 47 alunos do Curso de Formação de Oficiais Auxiliares do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, que tiveram a oportunidade de conhecer as instalações do Centro, considerado referência para a Região Nordeste.

Foi realizada palestra sobre animais peçonhentos e plantas tóxicas para esses alunos, ministrada por Jucelino Nery, farmacêutico e coordenador técnico do Ciave, no auditório principal do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS). Na abertura do evento, o Tenente-Coronel Antônio Júlio Nascimento Silva, coordenador de saúde do Corpo de Bombeiros, ressaltou a importância do Ciave, serviço da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), na orientação à população e aos profissionais de saúde no que diz respeito à prevenção, diagnóstico e tratamento de envenenamentos.

O TC Júlio relatou experiência vivida por ele quando da condução de uma criança vítima de ingestão de bolinhas de naftalina a uma unidade de saúde, quando foi feito contato com o Ciave e este orientou o médico da unidade de emergência quanto à adequada conduta para a situação. A naftalina tem rápida absorção por via oral e pode provocar intoxicação grave.

A palestra foi iniciada abordando os mitos que permeiam o imaginário da população no que diz respeito aos acidentes por animais peçonhentos, como a morte nas primeiras horas após picada; o uso de torniquete; a sucção no local da picada; a utilização de fumo, alho, querosene e outras condutas. Jucelino Nery alertou que estas medidas são contraindicadas e podem levar um risco maior para a vítima do acidente.

Com mais de 10.000 casos por ano na Bahia, os acidentes por animais peçonhentos constituem um problema de saúde pública e o conhecimento adequado quanto às medidas preventivas, de primeiros socorros, diagnóstico e tratamento corretos podem reduzir significativamente o número de ocorrências e sequelas. Segundo o farmacêutico do Ciave, só com a utilização de botas de cano alto ou de perneiras é possível reduzir em mais de 60% a probabilidade de picada por serpentes.

Abordou-se também os acidentes por escorpiões, aranhas, abelhas e outros animais venenosos, além de plantas tóxicas como a espirradeira, comigo-ninguém-pode, mamona, coroa-de-cristo e outras.

Ao final do evento, o TC Júlio agradeceu a oportunidade e ressaltou que os 47 alunos ali presentes serão multiplicadores destas importantes informações. Agradeceu também ao diretor do HGRS por ter cedido o auditório para a realização do evento. Logo após, os militares tiveram a oportunidade de conhecer alguns exemplares de animais venenosos, que estavam expostos no auditório e, em seguida, foram visitar o Ciave.

O Ciave completou, no dia 30 de agosto, 37 anos de existência e tem recebido, ao longo desse período, o reconhecimento da importância e qualidade do seu serviço por diversas instituições. A Organização Panamericana de Saúde (OPAS) o considerou como modelo de centro de informação e assistência toxicológica para os países em desenvolvimento.

Recentemente, através da Moção nº 20.894/2017, da Assembléia Legislativa da Bahia (ALBA), a Deputada Fabíola Mansur congratulou o Centro pelo seu aniversário e o parabenizou pelo “trabalho sério e comprometido com a saúde pública ao longo destes 37 anos”.

Fonte: Ciave
Ciave/bombeiros

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