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Acrovida reúne pacientes com acromegalia e gigantismo atendidos no Cedeba

14/11/2017 12:10

No próximo dia 21 (terça-feira), das 8 às 12 horas, será realizado o 3º Acrovida, no Campus de Pituaçu, da Universidade Católica do Salvador (UCSal), para pacientes com acromegalia e gigantismo atendidos no Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba). A programação será aberta com a palestra do ortopedista e especialista em Dor, Sandro Max Castro, sobre “Dor no Paciente com Acromegalia”, seguida pelo tema “Estratégias e Possibilidades de Tratamento de Dores Articulares, que será apresentado pela fisioterapeuta, mestre e doutoranda em Medicina Humana pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Verena Loureiro.

Depois da palestra, haverá um mutirão de atendimento ao paciente com avaliação ortopédica (médico convidado e equipe), avaliação funcional (fisioterapeuta e equipe UCSal), orientação nutricional e práticas integrativas e complementares (Reiki e Reflexologia Podal). Segundo a psicóloga do Cedeba Michele Vieira, o Acrovida, que chega à terceira edição, é muito importante para avaliar e integrar os pacientes .

Na Bahia, o Cedeba, unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), é referência para o tratamento da acromegalia e gigantismo, com atendimento multidisciplinar e dispensação do medicamento de alto custo, usado para tratamento da doença, fornecido pelo Governo Federal. Eles são atendidos no ambulatório de Neuroendocrinologia.

Trata-se de doença rara, que registra rara que registra 3,3 casos por milhão/ano, provocada por tumor benigno da hipófise (adenoma), decorrente da produção exagerada do hormônio do crescimento GH. Quando a acromegalia se manifesta em pessoas jovens, se não houver tratamento, elas crescem exageradamente – gigantismo – atingindo altura de até 2,18 metros.

Por isso, os pais devem ficar atentos, ao perceberem que o crescimento da criança está sendo exagerado. O gigantismo dificulta a realização de tarefas simples como entrar num carro ou andar de ônibus. Eles tendem a apresentar problemas na coluna pela inadequação dos móveis que os obrigam a sentar numa postura que leva a dores ósseas.

A acromegalia provoca no adulto o crescimento das extremidades: nariz, orelha, pés e mãos. Pode ainda haver espessamento da pele e suor excessivo, aumento da oleosidade da pele e de pelos. O ronco também pode ser um sinal de alerta. Há casos em que o crescimento da mandíbula exige cirurgia de redução, porque quando a oclusão não é satisfatória pode interferir na digestão.

Caso o paciente com acromegalia não seja tratado, a morte passa a ser duas a quatro vezes maior que na população em geral, segundo a endocrinologista e coordenadora técnica do Cedeba, Flávia Resedá. Como a hipófise é o centro do controle da produção dos hormônios – explica – o aumento excessivo do GH contribui inclusive para o diabetes. Entre os distúrbios associados à doença estão: hipertensão, insuficiência cardíaca, fraqueza, dor de cabeça, alteração visual, depressão e alteração de humor.

A realização do 3º Acrovida resulta de parceria entre a Sesab, por meio do Cedeba, UCSal.

Ascom do Cedeba
Cedeba/acromegalia

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