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Mudar o estilo de vida ajuda a evitar as complicações do diabetes

14/11/2017 17:51

Triglicérides inferior a 70 e colesterol total menor que 150. Esse foi o resultado do teste rápido que Egídio José dos Santos Filho, 62 anos de idade, fez hoje, dentro das atividades de prevenção que o Centro de Diabetes e Endocrinologia do Estado da Bahia ( Cedeba) realizou para marcar o Dia Mundial do Diabetes. Os números do exame estão muito bons, segundo avaliaram os técnicos, mas Egidio, diabético há 25 anos, explica que “devo essa vitória às mudanças que fez na vida. Além de cuidar da alimentação, faço longas caminhadas e até pequenos trotes.”

Servidor público estadual aposentado, Egídio viu a morte de perto, ao sofrer o enfarte. O nível de açúcar no sangue era tão alto que ele ficou dois meses sem enxergar, porque ao receber o diagnóstico do diabetes a glicemia estava na faixa de 500, muito elevada. A mudança de estilo de vida foi muito importante para Egídio, porque como explica a diretora do Cedeba, a endocrinologista Reine Chaves, “o diabetes é uma doença crônica, que não tem cura, mas tem controle. Manter a glicemia sob controle – explica – evita ou retarda as complicações que reduzem a qualidade de vida.

O diabetes é hoje uma preocupação mundial porque cresce nos países desenvolvidos e nos em desenvolvimento, também. Por isso, segundo explica a diretora do Cedeba, é muito importante que o diagnóstico seja feito na fase inicial da doença. Mas acontece que muitas pessoas só sabem que estão diabéticas quando as complicações – têm relação com o tempo da doença e a falta de controle – já se instalaram.

Foi assim com a cuidadora Juciara Menezes, 53 anos , residente no município de Cachoeira, no Recôncavo baiano. Ela sofreu AVC três vezes e uma parada cárdio respiratória há três anos. Foi quando descobriu que estava diabética. Um grande choque, que a levou a um quadro de depressão. “Tive medo de morrer porque minha mãe e outras pessoas de minha família morreram por causa do diabetes”.

E a questão da hereditariedade é muito importante, como explicou Reine Chaves. Pessoas com pais, irmãos (parentes de primeiro grau ) com diabetes devem ficar atentas porque o risco é maior. Também que quem teve bebês com mais de quatro quilos faz parte do grupo de risco. Para a população em geral é muito importante evitar o sedentarismo, a obesidade e ter uma alimentação saudável, rica em fibras e pobre em alimentos processados.

Cegueira, o maior temor

Das complicações do diabetes sem controle, a mais temida é a cegueira, como destaca a oftalmologista do Cedeba, Tessa Mattos, que durante o dia de hoje fez trabalho de orientação com palestras itinerantes pelas salas de espera dos consultórios sobre Retinopatia Diabética, doença que atinge a retina, e cujo risco aumenta com a idade e com a glicemia sem controle.

O paciente com diabetes precisa fazer o exame de fundo de olho pelo menos uma vez por ano. Se ele já apresenta retinopatia esse prazo diminui para que o procedimento possa ser feito a tempo de evitar a cegueira. Segundo Tessa Mattos, o paciente pode não ter queixas de problemas na visão, mas já ter retinopatia, daí a importância do exame anual.

A programação do Cedeba para comemorar o Dia Mundial do Diabetes serão encerradas quinta-feira (dia 16 ), com atividades do Ambulatório de Práticas Integrativas e Complementares, cujo ambulatório funciona há dois anos com sucesso .

Ascom do Cedeba
Cedeba/mundial1

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