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Delegação do Haiti continua até quarta – feira conhecendo as experiências do Cedeba

12/12/2017 15:42

A apresentação sobre Retinopatia Diabética feita hoje pela oftalmologista e retinóloga do Centro de Diabetes e Endocrinologia do Estado da Bahia (Cedeba), Tessa Matos, foi bastante elogiada pelos representantes da delegação do Haiti que está conhecendo as experiências do Centro de Referência, com interesse especial nos cuidados com o diabetes. A visita iniciada segunda-feira será encerrada amanhã à tarde.

A diretora Executiva da Fundação Haitiana de Diabetes e Doenças Cardiovasculares (FHADIMAC), Nancy Charles Larco, fez muitas perguntas sobre o trabalho do Cedeba em relação à retinopatia diabética, informando que no seu País, 3% dos pacientes com diabetes apresentam cegueira e 30% lesões na retina.

O Haiti, ao contrário de outros países do Caribe, além das doenças crônicas não-transmissíveis – onde se insere o diabetes, também convive com alta prevalência de doenças transmissíveis, como destacou o membro da Comissão Presidencial de Reforma do Sistema de Saúde, Edvald Jeune Joseph. O País apresenta indicadores de saúde muito baixos.

A visita para conhecer a experiência do Cedeba em diabetes foi sugerida por representantes da Organização Panamericana de Saúde(OPAS). “Estamos iniciando esse encontro que será muito importante para a troca de experiências”, destacou a diretora de Promoção da Saúde e Proteção do Meio Ambiente do Ministério da Saúde pública e da População, Jocelyne Brunache Pierre Laús.

A palestra

Na apresentação da oftalmologista Tessa Matos, que gerou muitas perguntas, ela mostrou que a Retinopatia diabética (RD), doença silenciosa, é a complicação mais temida no diabetes diante do risco de cegueira. Ela destacou a importância do controle da glicemia e da hipertensão como fatores importantes na prevenção da RD.

A especialista explicou que o risco de cegueira pela RD pode ser reduzido a menos de 5% quando o tratamento é feito em tempo adequado.

Ela também apresentou números que mostram a presença da RD em função do tempo do diabetes, que atinge 90% nos casos de diabetes tipo 1, após 20 anos da doença. Nesse período, 60% dos pacientes com diabetes tipo 2, apresentam algum grau de RD.

Entre os fatores de risco para a RD estão o descontrole da glicemia e a hipertensão arterial. E mais: a obesidade, nefropatia, gravidez e anemia.

Os critérios para encaminhamento ao oftalmologista são os seguintes: no diabetes tipo 1, após a puberdade ou cinco anos após o diagnóstico da doença, enquanto no tipo 2, junto com o diagnóstico de diabetes.

Segundo Tessa Matos, o controle clínico do paciente (manter a glicemia e a pressão arterial) é muito importante para o sucesso no tratamento da RD. Os recursos atuais para o tratamento começam com a Fotocoagulação a laser até a cirurgia vitreorretiniana.

Programação

Depois da palestra a delegação visitou o Ambulatório Multidisciplinar de Oftalmologia do Cedeba. Nesta quarta, a delegação conhece o Ambulatório de Educação Doce Conviver. Depois tem apresentação da assistente social Júlia Coutinho sobre “Implicações e Perspectivas da Educação em Diabetes Mellitus(DM). Avisita será encerrada à tarde.

Ascom do Cedeba
Cedeba/haitinovo

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