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Sesab prepara ações para o Dia Mundial da Hanseníase

31/01/2018 17:57

A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), através da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep), vai realizar ações em municípios baianos para alertar sobre a doença hanseniáse, em virtude do Dia Mundial da Hanseníase (31 de janeiro). A doença infecciosa atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz.

Até 3 de fevereiro, serão realizadas a mobilização dos profissionais de saúde quanto a busca ativa de casos novos, realização de exames dos contatos como forma de interromper a transmissão da doença, divulgar a oferta de tratamento do SUS, promover atividades de educação e comunicação em saúde para enfrentar o estigma e a discriminação da doença.

As ações terão como público-alvo homens de 20 a 49 anos, uma importante parcela da população com alto risco de adoecimento. Atenção especial deve ser dada a população masculina com 60 ou mais anos de idade, por se tratar de um grupo com alto risco de detecção e de acometimento pelas incapacidades físicas devido a hanseníase.

Em 2017, na Bahia, foram notificados 2001 casos novos, sendo que destes, 140 foram em crianças e adolescentes até 14 anos, revelando um coeficiente de 13,10 e 3,58 por 100 mil habitantes, respectivamente, configurando alta endemicidade conforme os parâmetros oficiais.

O elevado índice de hanseníase em crianças e adolescentes revela que ainda há um número grande de pessoas, provavelmente familiares, ainda não diagnosticados e sem tratamento, visto que o período de início do adoecimento pode variar entre 2 até 5 anos após o contágio.

Sobre a doença

A Hanseníase é uma doença infecciosa que atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo. Pode variar de 2 a até mais de 10 anos. A hanseníase pode causar deformidades físicas, que podem ser evitadas com o diagnóstico no início da doença e o tratamento imediato.

Dentre os sinais da doença estão manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com perda ou alteração de sensibilidade; sensação de formigamento ou diminuição da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato e ressecamento dos olhos.

A transmissão se dá através da eliminação do bacilo por meio das vias respiratórias (secreções nasais, tosses, espirros). Dividir copos, pratos, talheres, assentos ou apertar a mão, abraçãr e beijão não transmite a doença.

O diagnóstico é clínico, baseado nos sinais e sintomas detectados no exame de toda a pele, olhos, palpação dos nervos, avaliação da sensibilidade superficial e da força muscular dos membros superiores e inferiores. Em raros casos será necessário solicitar exames complementares para confirmação diagnóstica.

O tratamento é ambulatorial, com doses mensais supervisionadas administradas na unidade de saúde e doses auto-administradas no domicílio, e pode durar até 18 meses.

 Fonte: Divep

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