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Atenção especial para as mulheres atendidas no Cedeba: Pé diabético

27/02/2018 14:19

Fazer as unhas, retirando a cutícula, lixando a sola dos pés, hábito que faz parte da cultura feminina, não pode ser acompanhado pelas mulheres com diabetes, em razão do risco de cortes e de todas as agressões à pele que possam tornar-se porta de entrada para fungos que causam micoses. Esses cuidados fazem parte da prevenção do pé diabético, complicação da doença que atinge principalmente o diabetes mal controlado, que é avaliado pelo nível da glicemia.

Embora as mulheres tenham mais atenção com os cuidados para viver bem com o diabetes que a população masculina, a cultura feminina também estimula o uso de sapatos altos, de bico fino, estes inadequados para quem tem diabetes, como explica líder do Ambulatório de Pé diabético, do Centro de Diabetes e Endocrinologia do Estado da Bahia (Cedeba), angiologista Monique Magnavita.

Para fortalecer a auto-estima das usuárias do Cedeba e estimular o auto cuidado, no Dia Internacional da Mulher (8 de março), o Ambulatório do Pé Diabético faz um atendimento especial – na próxima segunda – feira (dia 5), manhã e tarde – com exames dos pés e reforço das informações sobre os cuidados com os pés.

Mulheres

Não há estatísticas sobre pé diabético quanto ao gênero, mas em todo o mundo o número de mulheres com diabetes é ligeiramente superior ao de homens. Na análise da angiologista do Cedeba, os estudos demográficos mostram que nascem mais mulheres que homens, mas também esse número pode ser maior porque as mulheres cuidam mais da saúde, procurando mais os serviços médicos que os homens.

No Brasil, segundo relatório divulgado em 2016 pela Organização Mundial de Saúde, são mais de 16 milhões de brasileiros adultos com diabetes, sendo a prevalência de 8,1% ligeiramente inferior a média mundial, e é maio nnas mulheres (8,8%), se comparado com os homens (7,4%).

Pé diabético

O diabético mal controlado leva a muitas complicações que reduzem a qualidade de vida. E o pé diabético, definido como “a presença de infecção, ulceração e/ou destruição de tecidos profundos associados a anormalidades neurológicas e a vários graus de doença vascular periférica em pessoas com diabetes” (Grupo de Trabalho Internacional sobre Pé Diabético, 2001) é um dos problemas que exige prevenção.

Segundo Monique Magnavita, o auto cuidado é muito importante: o exame diário dos pés, para observar a presença de cortes, rachaduras, inchaços, bolhas, feridas, infecções. O diabético deve cortar as unhas sempre em linha reta, usar um espelho para ver a planta dos pés, se não puder levantá-los, ou pedir alguém para fazer o exame. Lavar os pés, secar bem, especialmente entre os dedos. Trocar as meias todos os dias, usar sapatos com saltos baixos (menos de 5 centímetros de altura) e largos para evitar atritos.

Aproximadamente 40 a 60% de todas as amputações não traumáticas dos membros inferiores são realizadas em pacientes com diabetes; 85% das amputações dos membros inferiores relacionadas ao diabetes são precedidas de uma úlcera no pé. Quatro entre cinco úlceras em diabéticos são precipitadas por trauma externo. A prevalência de uma úlcera nos pés é de 4 a 10% da população diabética. Esses números expressivos reforçam a importância da prevenção que passa pelo auto cuidado.

Ascom do Cedeba
Cedeba/pédiabético

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