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Hospital Manoel Victorino aborda Higiene das Mãos: Qual meu papel profissional frente a este ato?

28/02/2018 16:43

A infecção hospitalar é um agravo importante que pode causar risco a saúde do paciente, além de maior tempo de internação hospitalar gerando mais custos e mantendo hospitais lotados. As principais causas da infecção hospitalar são: pouca adesão a higiene de mão pelos profissionais de saúde, esterilização e desinfecção inadequadas dos artigos e equipamentos, quebra nas rotinas de limpeza e desinfecção das superfícies do hospital, quebra dos procedimentos de rotina da enfermagem e médica, entre outros.

Por essa razão, é fundamental que pacientes, médicos, enfermeiros, equipe de limpeza e todos os outros funcionários e pessoas que frequentam hospitais estejam em alerta sobre as condições do local e tomem cuidados para evitar as infecções.

Na terça-feira, 27, Maira Andrade, enfermeira da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH ), abordou com os profissionais da unidade Higiene de Mãos: Qual meu papel profissional frente a este ato? Durante o treinamento, Maira Andrade fez uma reflexão sobre o papel de cada profissional de saúde inserido no processo assistencial em relação à relevância do ato de higienizar as mãos.

Foi colocado que, o ato de higienizar as mãos desde a sua descoberta (por volta de 1847), é a medida de maior impacto na prevenção das Infecções relacionadas à assistência a saúde, e a atitude de se realizar de forma correta e frequente deste ato, vai depender do comprometimento de cada profissional com a segurança e a qualidade do cuidado.

Foi enfatizado ainda que as precauções padrões são de suma importância na prevenção das infecções e que todos devem seguir estas medidas, já que se sabe, que estas precauções como utilizar as luvas corretamente, utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) necessários para cada tipo de cuidado, manuseio adequado com a caixa de perfuro cortante, dentre outras medidas, têm um grande impacto preventivo durante o cuidado do paciente.

A enfermeira realizou uma demonstração dinâmica do passo a passo da higiene de mãos, junto com os colaboradores, e pontuou que existem vários tipos, cada uma com sua indicação e particularidade, cabendo aos profissionais avaliar em que momento assistencial utilizará cada uma delas.

Ao término do treinamento, Maíra Andrade, apresentou as metas de segurança do paciente e enfatizou que a Higiene de Mãos é uma meta que segue sempre em constante avaliação e continuidade.

Importante destacar que, quando se fala em qualidade assistencial, é preciso continuar monitorando e buscando melhorias contínuas. A higiene das mãos é uma técnica simples, que não exige nada especial, mas que é fundamental e, muitas vezes, esquecida. Os cuidados envolvem higienização de maneira adequada, com água e sabão e também álcool-gel; utilização de luvas sempre que houver risco de contato com fluídos do corpo; uso de jaleco ou avental sempre que houver contato com os pacientes; descontaminação do ambiente sempre que algum paciente receber alta; tomar com objetos perfurocortantes para evitar acidentes; e limpeza, desinfecção e esterilização de todos os instrumentos antes de utilizar em outro processo cirúrgico.

 Fonte: Ascom HMV

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