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Delegação de El Salvador conhece as experiências educativas do Cedeba

20/03/2018 16:08

A delegação de El Salvador, que está conhecendo a experiência do Centro de Diabetes e Endocrinologia do Estado da Bahia (Cedeba), nesta quarta-feira (21) visitará o Ambulatório de Educação Doce Conviver. Depois, terá uma apresentação sobre Implicações e perspectivas da Educação em Diabetes Mellitus, Estratégias Educacionais: vivencias e tecnologia como ferramentas da educação em Diabetes. À tarde, a equipe conhece “O Direito aplicado ao Diabetes no Brasil”.

Hoje pela manhã, os visitantes tiveram apresentação sobre “O Olho do Diabético e seus cuidados”, feita pela líder de Oftalmologia do Cedeba, Tessa Mattos, À tarde, houve apresentação e discussão de protocolos clínicos para Assistência ao Diabetes na Atenção Primária de Saúde . A delegação veio ao Brasil para conhecer as políticas e experiências na prevenção e assistência às doenças não – transmissíveis,incluindo o diabetes.

A visita ao Cedeba deve-se ao fato de a unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) ser referência na assistência a diabetes, obesidade e endocrinopatias, um dos centros de excelência no Brasil, credenciado pela World Diabetes Foundation (WDF), e que teve o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde (OMS) .

A vinda da delegação ao Brasil faz parte da Cooperação Brasil – El Salvador. Projeto “Fortalecimento das Capacidades de Equipe Multidisciplinar de Saúde para Abordagem Integral de Doenças Não – Transmissíveis Priorizadas.

Prevenção

Na sua apresentação hoje, Tessa Mattos mostrou a integração que existe na equipe multiprofissional do Cedeba no atendimento ao paciente diabético, muito importante para a prevenção da retinopatia diabética, (RD) a complicação mais temida diante dos impactos na redução da qualidade de vida. Representa a maior causa de perda visual irreversível e previsível em pacientes em idade laborativa (entre 20 e 74 anos) em todo o mundo.

Tessa Mattos explicou que a RD é silenciosa. Logo, o único caminho para a prevenção da RD é o controle clínico da doença que passa pelo controle da glicemia e da hipertensão arterial. Apesar de inúmeros avanços no tratamento nos últimos anos, a forma mais eficaz de se evitar a cegueira pelo diabetes – ratifica a especialista em Retina – ainda é o bom controle sistêmico da doença e de suas co-morbidades, o que resulta em menor índice de acometimento ocular, além das manifestações da retinopatia diabética serem mais brandas.

“Muitas vezes o paciente não tem queixa de redução da acuidade visual e a doença já está instalada, daí a importância do exame de fundo de olho que deve ser feito nos pacientes com diabetes tipo 1, cinco anos da doença ou na puberdade e, no dia, no ato do diagnóstico. No Brasil, estima – se que dois milhões de pessoas tenham algum grau de RD. Mas o risco de cegueira diminui em 5% , se o diagnóstico for feito precocemente.

 

Ascom Cedeba
/Cedeba/visita El Salvador 4