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Ecocardiografista do Albert Einstein e Sírio-Libanês aponta avanços no HGRS, onde foi residente

21/03/2018 15:00

Ex-residente do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), o médico Dalton de Souza Barros, que atualmente reside em São Paulo, esteve em Salvador para ser um dos preceptores do primeiro curso teórico-prático em ecocardiograma point-of-care. O profissional aproveitou a passagem pela capital baiana para relembrar o início de sua carreira e observar os avanços pelos quais passou a instituição onde começou.

Hoje, Dalton é ecocardiografista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), Hospital Sírio-Libanês e Hospital Albert Einstein. Além disso, é médico intensivista da unidade de terapia intensiva (UTI) do pronto-socorro do HCFMUSP e da UTI de anestesiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp-EPM). Isso porque, formado pela Universidade Federal da Bahia, ele fez residência em clínica médica, medicina intensiva, cardiologia e ecocardiografia.

“No Hospital Roberto Santos, fui residente de clínica médica em 2002 e 2003. Saí e retornei em 2007, junto a um grupo que assumia a coordenação da UTI e semi-intensiva adulto. Naquela época, havia muitos pacientes com indicação de UTI na emergência. Eram 22 leitos de UTI adulto e dez de semi-intensiva. Fui vice-coordenador e coordenador da UTI adullto e fiquei até 2010, quando decidi passar uns meses na Bélgica para me aperfeiçoar”, lembra o baiano de Itabuna.

Dalton, conforme conta, estava empolgado com o uso do ultrassom e ecocardiografia na UTI. Começou a praticar no HGRS com um aparelho adquirido com recursos próprios: “na Bahia ainda era um prática insipiente e, quando voltei do exterior, me especializei nessa área. Optei por fazer mais quatro anos de residência, dois anos de cardiologia e dois de ecocardiografia. Como não dava para conciliar a residência com a coordenação da UTI, tive que pedir demissão. Consegui passar em São Paulo e terminei minha formação no Incor [Instituto do Coração], onde fiz especialização em ecocardiografia”.

Na avaliação do médico, o Hospital Geral Roberto Santos, que completará 40 anos em 2019, vive a melhor fase da sua história. Segundo constatou, houve incrementos não só na assistência, mas também nas áreas de ensino e pesquisa. “Fico muito feliz com a situação atual do hospital, está muito melhor, com melhora da infraestrutura, mais leitos de UTI adulto [de 22 para 58], mais atividades de ensino. Vejo na atual gestão muito esforço em incentivar as atividades didáticas. Isso é positivo, tendo em vista que é um hospital muito importante na rede, com um grande potencial de aprendizado e formação para os profissionais de saúde”, comemora.

Ascom HGRS
/Roberto Santo/ecocardiografista

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