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Programas educativos do Cedeba despertam a atenção da Delegação de El Salvador

21/03/2018 14:58

O consistente trabalho de educação em diabetes foi apresentado à delegação de El Salvador que, desde segunda-feira, está conhecendo a experiência do do Centro de Diabetes e Endocrinologia do Estado da Bahia (Cedeba). Pela manhã os salvadorenhos viram o trabalho do Grupo Doce Conviver que o Cedeba desenvolve, meio da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar) para pacientes com diabetes tipo 2, fundamentado na pedagogia do educador Paulo Freire.

A experiência, que foi apresentada pela enfermeira Ana Cláudia Perrotta e pela nutricionista Cristiane Pacheco, despertou grande interesse dos integrantes da delegação. Depois das exposições, o grupo conheceu o vasto e rico material educativo que o Cedeba ( a maior parte produzido pela equipe técnica) utiliza no trabalho educativo. Gostaram muito e até experimentaram o jogo de ludo “Brincando com Carboidratos”. Também aprovaram os folders, cartilhas, álbuns seriados que levarão para El Salvador, no kit montado pela coordenação da Codar.

No Doce Conviver, os diabéticos tipos 2, em grupos de 15 pessoas, participam de cinco oficinas semanais e mais duas de reforço ( a primeira no prazo de um mês e a segunda, depois de seis meses). É um espaço de construção de conhecimento com a participação do diabético, levando em consideração sua experiência, crenças e valores.

Para aqueles que, após o trabalho continuam com dificuldade para manter a glicemia sob controle, há o Ambulatório de Ajuste Glicêmico, também de natureza educativa, focado no autocuidado (com a construção do mapa da glicemia em casa) e que oferece palestras educativas.

A coordenadora da Codar, Graça Velanes, apresentou também o trabalho de avaliação do Doce Conviver e Ambulatório de Ajuste Glicêmico,que é feito com a hemoglobina glicada (avalia média da glicemia dos últimos três meses), padrão ouro de avaliação da glicemia. No diabetes tipo 1, a cada três meses e, no tipo 2, semestralmente.

Os integrantes da delegação tiveram ainda hoje duas exposições da assistente social e advogada Julia Coutinho. Primeiro ele mostrou a importância da educação como ferramenta imprescindível no tratamento das doenças crônicas, onde se inclui o diabetes. À tarde, ela focou o “Direito Aplicado ao Diabetes no Brasil”. A proteção legal que o diabético tem no Brasil lhe assegura medicamentos e insumos – para os que usam insulina: glicosímetro, lancetas, seringas, fitas – pontuou Júlia Coutinho. E o Cedeba trabalha fortalecendo a cidadania com material educativo informando sobre os direitos do diabético.

A delegação veio ao Brasil para conhecer as políticas e experiências na prevenção e assistência às doenças não – transmissíveis, incluindo o diabetes. A visita ao Cedeba deve-se ao fato de a unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) ser referência na assistência a diabetes, obesidade e endocrinopatias, um dos centros de excelência no Brasil, credenciado pela World Diabetes Foundation (WDF), e que teve o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde (OMS). A vinda da delegação ao Brasil faz parte da Cooperação Brasil – El Salvador. Projeto “Fortalecimento das Capacidades de Equipe Multidisciplinar de Saúde para Abordagem Integral de Doenças Não –

A visita ao Cedeba termina amanhã (dia 22) com a apresentação da coordenadora do Núcleo de Obesidade do Cedeba, Teresa Arrutti sobre “A Experiência do Cedeba no tratamento da Obesidade”..À tarde,o tema será a Assistência Farmacêutica no Cedeba”

 Ascom Cedeba
/Cedeba/Visita El Salvador 5

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